Mulheres na operação portuária

Mulheres corajosas, que encaram a entrada, dão um toque de delicadeza no mundo perigoso e masculino dos caminhoneiros. Viajar pelas rodovias brasileiras sempre foi uma tarefa a ser desempenhada pelos homens. No máximo, a presença feminina era imaginada para acompanhar o marido. Mas essa realidade está se modificando, não somente nas estradas mas na parte operacional também.

Os números ainda são muito tímidos, mas estão em crescimento e revelam a mudança que está vindo. Dos 1.054 funcionários que trabalham na operação no terminal de contêineres da Santos Brasil (maior operadora de contêineres do Brasil), no Guarujá, 15 são mulheres, o que representa 1,4% do total.

Elas retratam o perfil da mulher na atualidade. Trabalham em turnos, sete delas são mães e aliam a rotina de trabalho aos cuidados com os filhos, cuidados com a casa. Sueli da Silva nasceu numa família de caminhoneiros e não deu outra, resolveu seguir a mesma profissão. Hoje ela trabalha como operadora de conjunto transportador na Santos Brasil. Desde maio de 2010, concilia a vida de mãe e a de motorista de caminhão dentro do terminal.


Angela Santos está há mais de 10 anos no ramo. Seu marido também é caminhoneiro e juntos tem um filho de sete anos, que fica com a sogra durante os turnos do casal. Angela não pensa em mudar de carreira. "Já trabalhei em escritório, mas não consigo ficar presa. Meu lugar mesmo é dentro da boléia do caminhão".

Por Lívany Salles

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