Mulheres na construção civil

Mulheres na construção civil

Foto: Divulgação

Como muitas mulheres, Rosemeire Bugola, nossa Vilamiga, passou por um divórcio, sentiu a necessidade de juntar os cacos e refazer a vida, como ela mesma define. Com isso, resolveu dar um outro rumo na vida, abandonou a carreira de gerente administrativa e foi fazer o curso profissionalizante para pedreiras e pintoras ministrado pela prefeitura de São Bernando do Campo.

O curso começou terminou em 2010 e surgiu, então, a necessidade de alguém tomar a frente para que o curso não ficasse somente em sala de aula. Com experiência na área de administração, Rosemeire reuniu as formandas e juntas foram a campo para conseguir trabalho. "Hoje, nosso objetivo é entrar na área de construção civil e nos igualarmos aos homens profissionalmente", enfatiza.

Ainda de acordo com a empreendedora, as mulheres se sobressaem pela qualidade e os detalhes: "não deixamos sujeira e fazemos tudo com zelo e muita dedicação", destaca. Além disso, as mulheres são mais cuidadosas com a segurança na obra, mais detalhistas com o acabamento e mais criativas.

Porém, mesmo com tantas características que as favorecem, ela conta que atualmente as profissionais realizam trabalhos particulares e estão em busca de novas parcerias para continuar desenvolvendo o trabalho. "Ainda vivemos na sombra do machismo, em algumas empreiteiras nos propuseram trabalhos de homens, mas pagando como aprendiz, desfazendo da nossa capacidade", conta.


Mas Rosemeire não desanima e faz muitos planos. "Nosso projeto fururo é montarmos uma emresa de mulheres da contrução civil, pois temos mais uma classe em formação com aproximadamente 60 alunas, e esperamos aumentar ainda mais essa quantidade, queremos ter destaque no mundo empresarial, pois sabemos da nossa capacidade", finaliza.

Por Lívany Salles

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