Mulher é maioria em redes sociais

Mulher é maioria em redes sociais

Além de ser uma fonte de informação instantânea, a Internet abriu a possibilidade de pessoas se comunicarem com familiares, amigos ou desconhecidos em qualquer outra parte do mundo, em tempo real, ou ainda de deixarem mensagens que serão lidas quando o outro estiver on-line, nas chamadas redes sociais.

Esses sites foram criados com o objetivo de facilitar a interação dos internautas de todo o planeta. Neles, podem ser trocadas informações, relatos, experiências. E talvez esse fato seja uma das razões de um fenômeno que vem se confirmando dia após dia: o domínio das mulheres nos ambientes virtuais de relacionamento.

A constatação é de um levantamento do site InformationIsBeautiful.net, realizado através do Google Ad Planner - serviço que revela detalhes de diversos endereços eletrônicos. Das 17 redes sociais pesquisadas, as mulheres são maioria em 13, enquanto os homens estão em mais quantidade em apenas uma - o Digg, um site de promoção de notícias e artigos.

A predominância feminina é novidade, já que o natural é os homens se interessarem mais por tecnologia. No entanto, são elas que permanecem por mais tempo nos sites de relacionamento. "Um estudo interessante da Rapleaf, publicado na Bloomberg, Businessweek e em outros veículos, aponta que os homens jovens investem seu tempo em mídias sociais para conquistar mulheres. Contudo, quando se casam, perdem interesse nessas redes e deixam de usá-la, ao contrário das mulheres", afirma Fábio Bito, Coordenador de Mídias Sociais da empresa Talk Interactive.

Um dos motivos desse interesse delas é o próprio formato - mais delicado e feminino - de alguns sites de relacionamento, como o Facebook, MySpace e Orkut. Porém isso não é regra, porque a mulherada também marca presença no Twitter e no Flickr (rede de compartilhamento de fotos).

Por outro lado, o público feminino busca muito mais que aparência. "As mulheres costumam trocar muita informação em mídias sociais sobre experiência de compra e pesquisa sobre produtos. Outro destaque também para o público feminino são os jogos casuais on-line, grande sucesso, principalmente entre as mulheres acima dos 30 anos", diz Fábio. A possibilidade de trocar informações e conhecer gente nova também atrai as internautas de plantão.

Não é à toa que elas dedicam mais tempo aos sites de relacionamento. Geralmente as moças sabem como organizar o tempo para serem mais sociais sem prejudicar nenhuma atividade diária. "A capacidade das mulheres em fazer diversas coisas ao mesmo tempo e terem uma orientação mais subjetiva, é o que faz delas um público mais adaptado às mídias sociais, que são mais dispersivas", explica o especialista. Mas, e os marmanjos? "Em geral, homens não conseguem lidar bem com ambientes dispersivos. Não conseguimos nos encontrar", brinca ele.


A troca de informações e experiências, a própria comunicação, é benéfica tanto para o público feminino quanto para o masculino. Os dados do levantamento apenas confirmam uma característica tipicamente feminina: a de ser mais sociável e aberta ao diálogo e a novas tendências.

Por Priscilla Nery (MBPress)

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