Mentir para vender

A vendedora Paula Santos trabalhou durante dois anos em uma loja vendendo maiôs e biquínis. Algumas vezes, quando a cliente queria um tamanho maior e não tinha a numeração, ela e as demais vendedoras eram orientadas a ir até outro ambiente da loja e esticar a peça ao máximo, até que o tamanho ficasse maior. Depois, apresentar o produto como sendo o tamanho maior. Pois é, por incrível que pareça, muitas empresas incentivam seus funcionários a mentir.

Situações assim não são raras, tanto que muitas negociações ou vendas são feitas a partir de várias mentirinhas que vão sendo contadas para atrair o cliente. Em outras, a empresa não admite, mas o funcionário que já tem esse traço de personalidade, usa artimanhas para vender, para faltar ao trabalho, para explicar atrasos... E por aí vai.

Na visão de profissionais de RH, tal atitude é contraproducente, pois hoje as pessoas estão esclarecidas e percebem quando o vendedor diz que ficou ótimo querendo dizer que não está tão bom assim. Essa postura soa falsa, depõe contra a venda, o produto e contra a própria empresa, que perde a credibilidade. O que é bom é bom e não precisa de mentira para ser vendido.

Mesmo que a curto prazo, a sinceridade não dê muitas vendas, a longo prazo a companhia estará ganhando a confiança do consumidor e revertendo tal atitude em vendas. Do contrário, se a intenção é lucrar o máximo no curto prazo, a longo o consumidor pode não voltar mais e, pior, depor contra a empresa e o produto.

Por Lívany Salles

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