Mais mulheres no conselho de empresas

Mais mulheres estão nos conselhos de administração de empresas públicas, de sociedade de economia mista, subsidiárias e controladas pela União. É o que prevê um projeto de lei aprovado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. O propósito da autora do projeto, a senadora Maria do Carmo Alves (DEM-SE), é o de garantir a presença de 40% das mulheres nesses conselhos.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), nas 508 empresas listadas na BM&FBovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) existiam 3,6 mil cargos de conselheiros. Desse total, 234 eram ocupados efetivamente por mulheres e mais 85 reservadas a suplentes. O dado revela a baixa representatividade das mulheres atualmente nos conselhos administrativos das empresas.

O aumento na representação previsto no projeto de lei deverá ser gradual até atingir os 40% em 2022. Sendo que, a partir de 2016, as empresas públicas tenham o mínimo de 10% de mulheres em seus conselhos. Se aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) , a matéria segue para apreciação na Câmara dos Deputados.

Por Lívany Salles

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