Mais mulheres nas carreiras de segurança

Mais mulheres nas carreiras de segurança

Há muito tempo o serviço de segurança, ou vigilante, foi visto como uma profissão exclusiva para homens. Pelo fato de o serviço aparentar a necessidade da força física, havia muitos preconceitos na contratação. Porém, nas últimas três décadas isso vem mudando.

Segundo João Palhuca, vice-presidente do Sesvesp (Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Estado de São Paulo) a presença do público feminino nesse ramo é cada vez mais crescente. "As mulheres vêm crescendo e se solidificando à medida que buscam melhorias nas condições e veem oportunidades nessa área. Elas procuram escolas de formação e conseguem ingressar. Hoje, 25% do efetivo é de mulheres e a tendência é desmitificar o preconceito."

As opções para se trabalhar na área são diversas e dividas em duas categorias. As operacionais - transporte de valores, bancário, escolta, segurança pessoal, industrial, investigações etc - e também a área administrativa, onde as mulheres podem trabalhar como supervisoras de segurança, gerentes e até diretoras.

Palhuca garante que não há diferenciação de salário entre homens e mulheres "Vigilante é um termo de designação da profissão, não há diferenciação. A lei que regula é federal, cada Estado tem sua convenção coletiva e o salário base que é igual para todo mundo." Já para os cargos administrativos, vai depender da organização e estrutura da empresa.


De fato, a profissão está cada vez mais democratizada dando direitos iguais entre os sexos. Tanto que não há desvantagens para as mulheres. O vice-presidente esclarece. "É uma atividade que requer muito mais inteligência e a capacidade de decidir atitudes do que força física, bruta e energia para usar uma arma. Para isso a mulher tem a mesma capacidade que o homem."

Por Bárbara Ariola (MBPress)

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