Mães no mercado de trabalho

Mães no mercado de trabalho

Além de trabalhar fora, há profissionais que chegam em casa e iniciam uma nova função: a do cuidado com os filhos. Mas até que ponto as mulheres que exercem dupla jornada levam vantagem no mercado de trabalho? Será que certas oportunidades são mais adequadas a elas do que às mulheres que ainda não são mães?

Para Jane Souza, Consultora de RH do Grupo Soma Desenvolvimento Corporativo, uma mulher que já é mãe traz consigo características como responsabilidade e maturidade. Mas deixa claro que estes não são diferenciais inerentes apenas às mães. "Uma mulher sem filhos pode muito bem apresentar estas e muitas outras características. O que vai valer mesmo na hora da seleção são as competências que as candidatas apresentam", explica.

Não existem setores ou profissões que sejam mais ou menos apropriadas para as mães. Além das competências, o que vai depender é o grau de dedicação que a candidata possui. "Não adianta dizer na entrevista que aceita o horário de trabalho, que seus filhos podem ficar com um parente e depois de uma semana ou um mês não poder mais. Por isso, é importante que a mulher com filhos procure por cargos e empresas que atendem às suas necessidades", aconselha Jane.

Para falar a verdade, as profissionais/mães têm muito que comemorar, pois nos últimos anos o mercado mudou muito e abriu as portas para elas. "Antes era muito complicado deixar os filhos para trabalhar em tempo integral. Hoje há empresas que oferecem benefícios como auxílio-creche e flexibilidade de horário", comenta Jane. "Apesar disso, a profissional que tem filhos ou está prestes a dar a luz pode perder uma oportunidade dependendo do projeto que a empresa possui. Se eles precisam de alguém que tenha total disponibilidade, a mãe não poderá fazer parte do quadro de funcionários".

Ao mesmo tempo, a consultora lembra que uma mãe passa a ser empecilho para a empresa que não se prepara para receber este tipo de profissional. "É errôneo não querer contatar mulheres porque ela sairá de licença-maternidade ou porque terá que se ausentar para cuidar do filho. Um homem também pode ter problemas pessoais ou de saúde e se ausentar por muito tempo", lembra.


E orienta: "Neste caso, não é a mulher o problema, mas sim a empresa que não se preparou para uma possível perda. A organização que possui back up, ou seja, alguém que possa substituir a funcionária, não encontra dificuldades na hora de contratar uma mulher com filhos e de substituí-la quando ela precisar se ausentar. Não é assim que acontece quando um funcionário entre de férias?", questiona.

Por Juliana Falcão (MBPress)

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