Mãe-piloto

mae piloto

foto divulgação

Conciliar gravidez e trabalho sempre foi um dos maiores desafios das mulheres. Mas imagine receber a proposta de trabalho dos sonhos poucos meses após ser mãe de primeira viagem? Foi o que aconteceu com Elisa Rossi, 34, a primeira comandante de aviões da empresa GOL.

Elisa faz parte de uma lista restrita. O Brasil possui apenas 29 pilotas e co-pilotas habilitadas a voar na aviação comercial. “Há quinze anos era bem pior. Nessa época apenas conhecia seis comandantes. Tudo começou com a Anésia Machado, primeira a conduzir um avião comercial no Brasil”, acrescenta.

Depois da licença maternidade, a comandante confessa que relutou muito antes de aceitar o cargo de co-pilota, quando o pequeno Giuseppe estava com apenas sete meses. “Mas não poderia abandonar uma vida de luta que começou muito cedo”, justifica. Claro que no início ela nem sabia que mulheres tinham a oportunidade de pilotar um avião. O que a trouxe para a aviação foi à paixão por máquinas. Como não se imaginava guiando carros ou motos, acabou optando pela aviação.

Elisa consegue conciliar a vida de mãe-piloto com a ajuda de sua mãe e do maridão, o também piloto e engenheiro Carmelo Faraco Jr . “Eles me incentivaram muito! Apesar dele trabalhar bastante, tem mais tempo para ficar com o Gi, que hoje já tem quatro aninhos”.

Atualmente, quem cuida de Guiseppe também é a babá e amiga da família. Com a rotina de muitas horas de vôo, a comandante fica pouco tempo ao lado do filhão, geralmente três dias por semana. Apesar disso, ela admite não se arrepender em nenhum momento. “Quero ser um exemplo para ele. Todo esse sacrifício é que ele consiga ser uma ótima pessoa no futuro”, completa.

Para chegar lá

Elisa explica que é necessário o curso de 40 horas de piloto privado (PPA) e ainda mais 150 horas de treinamentos de piloto comercial e vôo por instrumentos (PC/IFR). Isso é só o começo. “Depois é preciso uma boa experiência em táxi aéreo ou ainda ser instrutora de vôo. Fiz mais ou menos assim. Depois entrei como co-pilota na Gol e com três anos na empresa consegui pilotar um Boeing, exatamente no dia do meu aniversário”.

Por Juliana Lopes

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