Jargões corporativos: saiba quando usá-los

Jargões corporativos saiba quando usar

No ambiente dos negócios existem termos e frases que já fazem parte do vocabulário adotado pelos funcionários. Os denominados jargões corporativos são empregados em diversas ocasiões e servem como um código ou uma fala técnica entre os profissionais. Entretanto, não é aconselhável abusar de seu uso.

De acordo com Mario Persona, professor, consultor e palestrante de comunicação, marketing e carreira, embora sejam usuais, estes termos podem gerar interpretações diferentes para cada pessoa. "Os termos devem ter a função apenas de simplificar a comunicação entre pares, porque, às vezes, um termo breve, técnico ou em outro idioma substitui toda uma sentença. Portanto, o profissional deve avaliar as circunstâncias e o público de sua comunicação."

Ele explica que o profissional tem obrigação de conhecer o glossário do segmento onde atua - principalmente os termos estrangeiros - pois existem diferenças entre as áreas. No entanto, ele não deve usá-los sem necessidade. "Comunicação é uma ferramenta, não uma plumagem, e quem realmente domina o assunto é capaz de traduzir bem o que diz para cada audiência", orienta o consultor.

Para Persona, a empresa deve orientar sua equipe a se comunicar de maneira eficaz, já que a falha na comunicação pode acarretar grandes problemas. "Quando falamos em parábolas o cérebro de cada um irá encontrar o significado dentro dos limites de seu depósito de conhecimento. Sendo assim, a comunicação deixará de ser perfeita."

E reforça: "Deve existir naturalidade e flexibilidade na comunicação. Nenhum dos extremos é bom. Tem gente que adora falar expressões em inglês para impressionar, mas o idioma precisa ser como uma ferramenta moderna e afiada para atender às necessidades de quem o utiliza, e não o contrário."

Acompanhe a lista de alguns dos principais jargões corporativos.

Publicidade e Propaganda

Job: nome de trabalho/projetos de criação ou finalização do layout

Layout: esboço ou desenho que destaca os vários elementos de uma peça publicitária de mídia impressa, ou seja, pré-elaboração de uma arte final.

Briefing: conjunto de informações necessárias para realização do job. De modo geral, é um roteiro com a descrição do projeto/serviço para determinada marca ou empresa.

Rafiar: quando faz um esboço da criação do projeto.

Direito

Acórdão: decisão do órgão colegiado de um tribunal (câmara, turma, seção, órgão especial, plenário etc.)

Jurisprudência: originário do latim (jus = justo + prudentia = prudência) é o termo jurídico que designa o conjunto de decisões sobre interpretações das leis feitas pelos tribunais de uma determinada jurisdição.

Pareceres: opinião que deve ser acompanhada de um documento assinado com data, nome e registro do profissional. É emitido por um especialista (que pode ser um advogado, médico ou psicólogo) sobre uma determinada situação que exija conhecimentos técnicos.

Data Vênia: expressão respeitosa com que se principía uma argumentação, ou opinião, divergente da de outra pessoa.

Latu sensu: expressão em latim que significa literalmente em sentido amplo.

Stricto sensu: expressão em latim que significa literalmente em sentido restrito.

Bis in idem: em matéria de Direito Tributário significa imposto repetido sobre a mesma coisa.

Administração

Branding: trabalho de construção de uma marca no mercado.

Brainstorming: mais que uma técnica de dinâmica de grupo, é uma atividade desenvolvida para explorar a potencialidade criativa dos indivíduos no menor tempo possível, ou seja, troca de ideias.

Budget: orçamento.

Case: estudo de caso, normalmente abordado em empresas.

Coaching: projeto com início, meio e fim, definido em comum acordo entre o coach (profissional) e o coachee (cliente), conforme a meta desejada por este.

Deadline: prazo final.

Expertise: conhecimento técnico.

Interface: ferramentas que possuem um design fácil de ser usado, geralmente com ícones indicando o que representa cada função.

Feedback: trata-se de informar o colaborador sobre o seu desempenho, conduta ou uma eventualidade, buscando estimular e reorientar ações, com o objetivo de maximizar e qualificar sua atuação.

Follow up: dar prosseguimento a uma discussão ou debate, retomando temas para atingir soluções. Também pode significar revisão das tarefas que foram geradas após uma reunião ou auditoria, quando os prazos para realização se esgotaram. Significa ainda ligar para o cliente a fim de acompanhá-lo.

Headhunter: caçador de talento.

Key user: aquele que conhece todos os recursos referentes a uma determinada ferramenta tecnológica.

Just in time: sistema que determina que nada deve ser produzido, transportado ou comprado antes da hora exata, ou seja, primeiramente vende-se o produto para depois comprar a matéria-prima e posteriormente fabricá-lo ou montá-lo.

Know how: conhecimento;

Networking: rede de contatos;

Outsourcing: obtenção de mão-de-obra externa por parte de uma empresa; contratação de serviços terceirizados, com o intuito de reduzir os custos internos, aproveitando o conhecimento especializado de outras organizações.


Outplacement: benefício que uma empresa oferece ao ex-funcionário, que consiste no aconselhamento, apoio, orientação e estímulo para recolocá-lo em outra organização.

Supply Chain: gerenciamento de cadeia de abastecimento.

Turnover: termo utilizado para caracterizar o movimento de entradas e saídas, admissões e desligamentos de profissionais de uma empresa, em um determinado período, isso é, rotatividade. Quanto aos desligamentos, podem ser espontâneos ou provocados pelas empresas.

Workshop: treinamento em grupo, de acordo com a técnica dominada pelo instrutor;

CEO: Chief Executive Officer, sigla para diretor executivo.

Por Stefane Braga (MBPress)

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