Inclusão de deficientes no mercado de trabalho

A lei que obriga as empresas com cem ou mais empregados a preencher de 2% a 5% dos seus cargos com portadores de deficiência vai completar 20 anos no dia 24 de julho. Porém, muitos empresários ainda hoje encontram dificuldades em encontrar profissionais bem preparados para ocupar os cargos. Para especialistas no tema, o problema está na educação básica.

Segundo informações do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 14,5% da população brasileira apresenta algum tipo de necessidade especial. Desses, 60% são analfabetos. Para a advogada trabalhista e previdenciária do Cenofisco (Centro de Orientação Fiscal), Andreia Tassiane Antonacci, "existe um desacordo entre a quantidade de vagas ofertadas no mercado pelas empresas, por imposição legal, e a falta de trabalhadores deficientes capacitados para preenchê-las".

De acordo com dados do Ministério do Trabalho e Emprego, entre os anos de 2007 e 2010, o número de trabalhadores com deficiência formalmente empregados caiu 12%. Aproximadamente 42,8 mil vagas para pessoas com deficiência foram fechadas.

Os dados podem representar indícios de ilegalidade, uma vez que se as contratações aumentaram era de se esperar que o número de pessoas deficientes inclusas no mercado de trabalho também crescesse. "As causas da redução das contratações devem ser avaliadas com extrema urgência para revertemos essa situação", conclui.

Por Lívany Salles

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