Golpe do emprego falso, como não cair nessa

Golpe do emprego falso

Quem está na situação de correr atrás de uma vaga encontra de tudo por ai, principalmente na época em que estamos. Muitas agências de empregos aplicam golpes para candidatos desesperados que se iludem com ofertas que prometem bons salários.

A publicitária Carolina Ribeiro quase caiu nessa. Depois de cinco meses desempregada, ela acabou por acaso em um processo de seleção para ser vendedora de planos odontológicos. A contratação seria feita caso ela conseguisse vender cinco planos no período de uma semana. Ela chegou a ficar um dia na tentativa, mas logo desconfiou da oferta e, com medo de não permanecer na vaga mesmo conseguindo a meta, saiu logo em seguida.

Conforme Elaine Saad, presidente da seccional São Paulo da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH), quando não há um contrato de trabalho ou um relacionamento entre empresa e prestador de serviço, é necessário pelo menos um contrato em conste que o próprio funcionário concorde em receber uma certa quantia para comissão, em determinado período.

“O importante a esclarecer é que todo contrato de trabalho precisa ser baseado em algo jurídico e legalmente assinado entre as partes. Se essa situação for legalmente combinada e acertada entre as duas partes, não há problemas”, acrescenta.

Elaine afirma que hoje em dia é muito comum ludibriar candidatos através de contratos confusos. “Muitas vezes, eles também não dão tempo para que a pessoa o leia devidamente, nem mesmo explicam a ela quais são as regras desta relação de trabalho. Quando a pessoa concorda com o que está no contrato e assina, isso é permitido”.

Por isso, vale o alerta: sempre verifique atentamente qualquer documento antes de assiná-lo. Também é importante fazer uma pesquisa do histórico da empresa através da internet, pelo CNPJ.

A Ong Emprega Brasil aconselha guardar os anúncios da empresa e consultar os órgãos de defesa do consumidor. E antes de ir à entrevista consultar sobre a agência de emprego por meio dos sites de busca.

Desconfie se o tipo de emprego ofertado pela consultoria por telefone é irrecusável. Segundo a organização, se o salário é bem acima do oferecido pelo mercado ou os benefícios forem além do cargo, preste atenção. Observe se durante a entrevista o “headhunter” perde mais tempo falando das maravilhas do futuro emprego e elogiando o perfil do que entrevistando o candidato ou ainda se as promessas verbais não estão descritas no contrato.

Há casos de empresas que solicitam uma quantia para o candidato participar do processo seletivo. Para a presidente, empresas ou agências de empregos, ou mesmo empresas de recrutamento e seleção contratadas por outras empresas - em qualquer uma delas - a pessoa não deve pagar nenhuma quantia.

A remuneração só acontece quando você se cadastra em empresas de recolocação profissional ou orientação de carreira, que elaboram e divulgam o seu currículo, além de te preparar para entrevistas.

Na rede há vários sites que oferecem esse tipo de serviço remunerado. Elaine destaca que os portais ou qualquer empresa de consultoria em Recursos Humanos não é obrigada a conseguir um emprego para o candidato.


“Ser chamado para a entrevista e conseguir a vaga pode acontecer ou não. É muito importante que ele tenha esta clareza e aí sim faça a opção se é isso que ele quer pagar ou não. Se o candidato paga entendendo que está apenas disponibilizando seu currículo, ele compreende o serviço e o resultado fica obviamente com conseqüência do cruzamento das vagas que o site esta recebendo com o perfil dele para aquelas vagas no momento”, finaliza.

Por Juliana Lopes

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