Gleisi Hoffmann: uma mulher na Casa Civil

Gleisi Hoffmann uma mulher na Casa Civil

Agência Senado

A presidente Dilma Rousseff, a primeira mulher a presidir a República, nomeou como ministra da Casa Civil Gleisi Helena Hoffmann, senadora (PT-PR) e advogada. Gleisi Hoffmann assume a Casa Civil sob olhares críticos que comentam sua falta de experiência. Ela entra no lugar de Antônio Palocci, após polêmica de multiplicação de patrimônio em quatro anos.

Gleisi Hoffmann nasceu em Curitiba, em 6 de setembro de 1965. Formou-se em Direito pela Faculdade de Direito de Curitiba. Casada com o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, e mãe de dois filhos, João Augusto de 9 anos e Gabriela de 5 anos, Gleisi acompanha as atividades dos filhos e adora levá-los ao cinema. Torcedora do Atlético Paranaense ela costuma assistir os jogos com a família.

O nome Gleisi foi uyma homenagem da mãe à ex-atriz Grace Kelly, que se tornou princesa de Mônaco, mas um erro no registro transformou Greici em Gleisi. Gleisi se casou pela primeira vez com o jornalista Neilor Toscan,com quem viveu por 6 anos e não teve filhos.

A atual ministra filiou-se ao Partido dos Trabalhadores (PT) em 1989. Ela foi secretária de Estado no Mato Grosso do Sul, durante a gestão de ‘Zeca do PT’ e secretária de Gestão Pública da prefeitura de Londrina por alguns meses. Fez parte da equipe de transição de governo do ex-presidente Lula em 2002 e foi nomeada a diretora financeira da Itaipu Binacional até 2006, saindo para disputar as eleições ao Senado. Neste ano ela não ganhou. Após dois anos ela tornou-se presidente do PT do Paraná e foi candidata à prefeitura de Curitiba, também perdeu, no primeiro turno. Em 2010 ganhou as eleições para o Senado.

O marido de Gleisi, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo brincou em seu twitter nesta quarta-feira (8) com o fato de ter sido confundido com um assessor de sua mulher por uma repórter que ligou para seu celular pedindo informações sobre ela.


Em sua primeira entrevista, a nova ministra disse que a sua gestão vai ser mais técnica do que política na Casa Civil. A ministra tem um perfil duro nas negociações políticas e disse que sabe da responsabilidade e do desafio que tem pela frente.

Por Catharina Apolinário

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