Garotas boazinhas não chegam ao topo

No setor, ela é a profissional mais requisitada. Se enguiça o papel na impressora, ela é chamada. Se o programa que envia e-mails dá problema, antes que alguém abra um protocolo e chame o técnico de informática, é melhor consultá-la antes, pois ela resolve rapidinho e está sempre pronta a ajudar.

Por acaso, conhece alguém ou se identifica com aquela que entra mais cedo, sai mais tarde do que todo mundo, sempre se prontifica a assumir tarefas, até as mais chatas e insignificantes? Pois eis uma forte candidata ao... Fracasso. Isso mesmo, ser boazinha demais e atender a todos pode sabotar uma carreiraque teria tudo para dar certo.

Na visão de quem entende do assunto, trata-se de um erro estratégico. A escritora Lois P. Frankel, autora de "Mulheres ousadas chegam mais longe" explica por que algumas mulheres têm sucesso na carreira, enquanto outras ficam marcando passo. O livro mostra que trabalhar muito e assumir muitas tarefas não leva ninguém ao topo.

As mulheres comprovaram que são mais intuitivas, têm capacidade de realizar mais tarefas ao mesmo tempo, são mais organizadas, entre outras qualidades de destaque no mercado de trabalho. Porém, segundo o livro, é preciso elaborar uma estratégia, definir prioridades, administrar melhor o tempo e não ser tão "maternal" no trabalho ao assumir tarefas além do que pode cumprir apenas para agradar.


Algumas atitudes podem ajudar, mas a primeira delas é aprender a dizer "não" quando necessário. E ficar em silêncio, ser complacente com tudo também não funciona. Tem que expor a opinião, mesmo que isso não agrade a todos.

Por Lívany Salles

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