Freelances e o mercado de trabalho

Freelances e o mercado de trabalho

Daniel Kroll, freelancer na área de design e um dos donos do portal "Freelancenow". Foto: arquivo pessoal.

Atualmente, é comum ver profissionais que trabalham vendendo seus serviços por conta própria. Os freelancers são resultado da transformação do mercado de trabalho, que se tornou mais flexível ao longo do tempo. Mas apesar de parecer fácil, não basta ter experiência e um bom curso superior para entrar no time deles!

"O freelancer, antes de tudo, deve ter espírito empreendedor. Além de ser especialista no serviço que presta, deve também ter um lado comercial apurado, pois precisa saber negociar e se vender", afirma Marco Soraggi, diretor da Catho Negócios. Daniel Kroll, freelancer na área de design e um dos donos do portal "Freelancenow", vai mais longe. "Um freelancer atual precisa dominar técnica, vendas, atendimento e marketing. Sem dúvida, um bom freelancer é um profissional mais completo do que muitos especialistas em grandes empresas", diz.

Quem se arrisca nesse meio precisa ficar de olho na concorrência e oferecer um bom serviço para que seja remunerado de forma justa. "O ideal é ter a exata noção de quanto vale sua hora de trabalho para, na hora de desenvolver orçamentos, não cobrar valores absurdos (nem tão altos e nem tão baixos)", explica Marco. Daniel frisa a necessidade de se colocar no lugar do contratante. "O importante é perceber que, além do preço, existem fatores importantes como qualidade, atendimento, rapidez, ou seja: o cliente quer como produto o seu serviço, mas no processo, o que ele mais quer (e paga por isso) é não ter dores de cabeça".

A organização financeira é um dos maiores desafios desses profissionais, pois eles não contam com um salário fixo, todo mês, por exemplo. Analisando o que fica melhor para cada perfil, eles podem recolher impostos pela prefeitura, como autônomos, ou ter uma micro-empresa. Segundo Marco, "o freelancer deve saber fazer economia quando receber valores por serviços prestados, para poder enfrentar períodos onde a contratação para novos projetos não aconteça com a frequência desejada".

Para diminuir riscos, o freelancer sempre deve fazer um contrato de prestação de serviço, que será assinado por contratante e contratado. Há modelos disponíveis, por exemplo, na internet. "O profissional precisa mesclar contratos ou usar algum que esteja no perfil do seu segmento de serviço. De extrema importância é o caução (cheque garantia) para o "start" dos serviços. Jamais comece algum serviço sem ele, a não ser que tenha confiança plena em seu cliente" afirma Daniel.

Na hora de organizar o horário de trabalho, ele lembra ainda que é preciso disciplina, já que é fácil dispersar quando se trabalha em casa. "O freelancer precisa saber dividir seu horário de trabalho e seu horário de lazer".

Marco e Daniel concordam sobre o tipo de profissional que se enquadra melhor na categoria freelancer. Para Marco, o especialista em Tecnologia da Informação (TI) seria o mais indicado, pois "TI é a área que mais tem projetos freelancer para serem desenvolvidos". Daniel acredita que as áreas de design, programação e redação - mais elásticas - são abertas a esse tipo de trabalho, que pode ser realizado à distância e até mesmo fora do país.


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Por Priscilla Nery (MBPress)

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