Fotojornalismo - profissão estressante?

Fotojornalismo  profissão estressante

Margarida Neide: “Pode até ter momentos de estresse, mas é muito mais apaixonante que qualquer outra coisa".

Muitas profissões podem ser cansativas e até estressantes. Algumas cobram resultados diários e grande responsabilidade por lidar com vidas; em outras a pessoa coloca a própria vida em perigo. Recentemente foi divulgado um ranking com as dez carreiras mais estressantes. Será que a sua está na lista?

Depois de divulgar as dez profissões que mais trazem felicidade, o site de empregos CareerCast listou as dez carreiras mais estressantes. No início da pesquisa havia 200 profissões. Os critérios de seleção foram grau de competitividade, condições e riscos no trabalho, além de potencial de carreira e salário. O estudo foi realizado nos Estados Unidos.

O pódio ficou com piloto de avião comercial, relações públicas e executivo sênior, respectivamente. Na quarta posição aparece a de fotojornalista. A profissão exige disputa por espaço (literalmente) para conseguir os melhores ângulos, poses inusitadas, além da pressão do momento único. O atraso de um segundo pode resultar na perda da foto. O salário pago a esses profissionais não são os mais atrativos e também não há horário de expediente.

Embora haja todos esses contras, há quem seja apaixonado pela profissão. Margarida Neide é fotógrafa do jornal A Tarde, de Salvador, na Bahia. Porém, seus serviços não são únicos. "Exclusividade custa caro e dificilmente alguém paga por isso!", afirma. Este é um dos fatores apontados pela pesquisa. Margarida diz que sempre foi apaixonada por fotografias e que recebeu muito incentivo de seu irmão. Lemtando que o fotojornalismo como profissão surgiu em março de 1982.

Sobre as condições de trabalho a fotógrafa dispara: "Pode até ter momentos de estresse, mas é muito mais apaixonante que qualquer outra coisa. Sou completamente fascinada pelo que faço, agradeço a Deus todos os dias. Não estou nem aí para estresse!".

Margarida conta que todo repórter fotográfico deveria escrever um livro. "Temos muitas coisas para contar", diz. A jornalista revela que já passou por diversos momentos de tensão. Ao receber uma denúncia anônima, Margarida foi até o local indicado na companhia de uma repórter. Lá estaria ocorrendo um bingo. Era uma noite de domingo.

A fotografa chegou registrando o local. "O bicho pegou feio, queriam pegar a mim e a repórter, mas conseguimos voltar para o carro depois de muita confusão. Tive que enfrentar um monte de gente que queria nos linchar. Ainda fomos seguidas por duas motos até a redação do jornal. Foi muito complicado", desabafa Margarida.


O jornalismo fotográfico parece ter mesmo seus encantos. A estudante de jornalismo Camila Pizzoni, 21 anos, sonha com a profissão. Durante os quatro anos de curso Camila já estagiou na área. Embora esteja afastada do fotojornalismo, ela continua trabalhando com fotografias.

Por Bianca de Souza (MBPress)

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