Flor e Trapo - Criatividade e Empreendedorismo

Criatividade e Empreendedorismo

Foto Adriana Dalman Boccia/ Paula Perdiz

Com a vida aparentemente estabilizada, a ex-gerente de Recursos Humanos, Adriana Dalman Boccia, viu sua vida transformar quando mudou para a cidade de Santos, litoral paulista. Cansada de horários fixos e regras, partiu para um plano B e trocou o escritório por uma charmosa loja ambulante.

"Meu marido recebeu uma boa proposta de emprego na cidade e resolvi acompanhá-lo na mudança. Como não queria ficar parada, decidi trabalhar com ele. Um ano e meio depois, vimos que não estava dando certo ficar na mesma empresa, isso interferia na nossa vida conjugal. Decidimos não trabalhar mais juntos. Eu não queria mais atuar na área de Recursos Humanos, minha vontade era fazer algo voltado para mulheres e comecei a buscar idéias para montar meu próprio negócio", afirma Adriana.

A escolha da lojinha ambulante veio de forma inusitada. "Minha cunhada deu a idéia de um bazar dentro de carros, mas onde eu poderia fazer isso? Peguei o carro do meu irmão, e pensei: por que esperar que o cliente venha até a loja, quando eu posso levar a loja até o cliente?", afirma.

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Foto Lojinha Peramulante Flor e Trapo/ Paula Perdiz

Mesmo sem idéia do que poderia vender e, sem nunca ter mexido com tecidos ou costura, Adriana apostou em uma loja com produtos artesanais, voltados para a mulher. Em um mês, já estava com a idéia concebida e, no prazo de três meses, o carro estava na rua.

Mesmo com uma idéia original, o começo não foi fácil. A empreendedora contou com ajuda de familiares, amigos e, principalmente com o apoio do marido para iniciar a sua confecção de bolsas. "Minha mãe deu um super incentivo, afinal, ela sempre costurou. Confeccionamos as primeiras bolsas juntas e na primeira vez que apresentei meu trabalho na rua, eu tinha sete bolsas no carro. Agora, vendo cerca de 50 bolsas por mês", diz.

Sem ponto fixo para vender seus produtos, Adriana acredita que o seu diferencial não está apenas no fato de vender peças alternativas, e sim, no capricho que faz o acabamento das peças. "Qualquer peça mal acabada, seja ela uma roupa ou um acessório, perde a qualidade. Ninguém quer comprar uma coisa descartável. Por isso, bom gosto, um arremate bem feito, simpatia e simplicidade na hora do atendimento são essenciais para quem deseja lidar com o público", ressalta a empresária.

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