Ficar desempregada ou continuar no emprego ruim?

Ficar desempregada pode ser bom

A maioria das pessoas reclama de seus empregos, mas muitas também admitem que não são tão ruins quanto dizem. Você acredita que seria mais feliz se não trabalhasse fora, ficando apenas cuidando da casa, marido e filhos? Sabe aquela amiga dona de casa que vive feliz da vida? A explicação pode estar num estudo realizado por cientistas australianos, que acompanharam 7.155 homens e mulheres entre 20 e 55 anos de idade e concluíram: ficar desempregado, seja por vontade própria, seja por demissão, pode aumentar o nível de felicidade das pessoas.

Durante sete anos, os pesquisadores aplicaram questionários para medir o grau de felicidade dos voluntários, cujos empregos também foram analisados em quatro aspectos: nível de desafio, grau de autonomia, salário e perspectivas de carreira. O objetivo era determinar quais empregos eram bons ou ruins.

As pessoas que estavam trabalhando, em bons empregos, eram sempre as mais felizes - marcando em média 75,1 pontos na escala criada pelos cientistas. Em seguida vinham os desempregados e os trabalhadores com empregos ruins, ambos com 68,5 pontos. Mas enganam-se quem acha que desemprego é a mesma coisa que emprego ruim. Segundo o levantamento, o desemprego é melhor. Os pesquisadores observaram que quem trocou o desemprego por um emprego ruim viu sua felicidade cair ainda mais, perdendo seis pontos a cada ano. Já quem continuou sem fazer nada perdeu apenas um ponto.


Para o psiquiatra da Universidade Nacional da Austrália e coordenador da pesquisa, Peter Butterworth, ficar sem emprego é ruim, mas sofrer no trabalho é ainda pior. Com o resultado do estudo, o especialista concluiu que o emprego ruim faz a pessoa perder saúde mental. E você, conseguiria viver sem uma atividade profissional?

Por Livany Salles

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