Fernanda Parra - orgulho de mulher no volante!

Fernanda Parra  orgulho de mulher no volante

Foto Divulgação

O gosto pela velocidade e a herança familiar fizeram com que uma jovem paulista, de 28 anos, entrasse para o “clube do bolinha” da Stock Car. A piloto Fernanda Parra teve que enfrentar piadinhas no início, mas hoje tira de letra. “Ouvia muito dos pilotos para que eu não me preocupasse, pois se tivessem que bater no meu carro, bateriam com carinho, mas hoje eles já me vêem como uma concorrente na pista”, afirma Fernanda.

Machismo e preconceito são vencidos por ela com jeitinho. “Logo que decidi pilotar, há dois anos atrás, os homens achavam estranho uma mulher estar no meio deles, porém a maior preocupação de todos era saber se o tempo que eles tinham feito na pista era mais rápido que o meu. E quando eu superava o tempo deles, eram “zoados” por toda a equipe”, relembra Fernanda.

Ela conta como lida com a vaidade em meio aos treinos e competições: “Meu cabelo, como é longo, no início ficava solto dentro do capacete durante as corridas e, quando eu o soltava, ficava horas e horas tentando desembaraçá-lo. Depois percebi que o melhor era fazer uma trança. Minhas unhas, também compridas, atrapalhavam um pouco, principalmente na hora de usar o câmbio. Hoje, sou obrigada a cortá-las. E, no período pré-menstrual, na famosa TPM, eu aprendi a manter a calma e o equilíbrio”, declara Fernanda Parra.

Formada em marketing e administração de empresas, a bela da pista hoje também trabalha com o pai, o empresário e ex-piloto Fernando Parra, que, logicamente, teve forte influência na sua escolha pelo esporte. “Eu acompanhava sempre que podia o meu pai nas corridas, mas como eu ainda era muita criança, lembro que para entrar na área dos boxes, tinha que ficar escondida no porta-malas do carro do meu pai”, recorda.

No currículo Fernanda Parra coleciona disputas de vários campeonatos como a Copa Vicar (antiga Stock Car Light), “Trofeo Maserati”, “Paulista de Automobilismo”, “Campeonato Paulista de Força Livre” e a tradicional “1000 Milhas Brasileiras”, que correu em dupla com seu pai e ficou em 2º lugar na categoria, alcançando o vice-campeonato da categoria Força Livre do Campeonato Paulista.

Coragem não falta para essa mulher que está acostumada a atingir a velocidade de 240 quilômetros por hora, enfrentar perigosas derrapagens e até suportar temperaturas que atingem 63 graus! Tanto desafio não a livrou de acidentes dentro das pistas e confessa: “Já passei alguns sustos dentro do carro!”

Por Karina Conde

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