Faça a sua equipe pensar fora da caixa

  • Facebook
  • Pinterest
  • Twitter
  • Google+
Fazendo sua equipe pensar fora da caixa

Foto: Laura Doss/Corbis

Em tempos de concorrência acirrada e evolução tecnológica em alta velocidade, simplesmente acompanhar a maioria pode não ser tão vantajoso quanto parece. É claro que garante uma ilusória sensação de pertencimento, evita algumas discussões e, por pelo menos algum tempo, pode blindar conflitos que muitas vezes pagamos para não enfrentar. Mas seria esse um caminho seguro?

Muito bem, lamento informar mas a estrada do êxito e do reconhecimento traz lá os seus riscos, e um dos mais óbvios porém pouco comentado, se refere justamente a pensar por conta própria, e como resultado ter que enfrentar todas as complicações que aqueles que não seguem a manada encontram pela frente.

Evidentemente que as coisas são mais fáceis para quem têm um negócio próprio, ou quando se é o "dono" do projeto carregando consigo liberdade e autonomia para empenhar as próprias ideias, mas convido a pensarmos em uma equipe de colaboradores com algum nível de subordinação. Será que estes membros se sentem livres para cultivar um raciocínio crítico e eventualmente para o bem dos negócios expressar opiniões divergentes das de seus chefes?

Penso que nem sempre, mas sei também que soluções inovadoras, ideias revolucionárias e capacidade competitiva poucas vezes são gestadas por ambientes que pregam a filosofia do pensamento único. Por maior que seja a insistência propagada pelos "especialistas" em gestão sobre as vantagens de uma equipe livre para pensar e criar, poucas empresas vão além das retóricas, assim como pouquíssimas empresas se destacam por meio da sua capacidade de criar e desbravar conceitos, tecnologias e revoluções de consumo.

Pensando nisso, destacamos abaixo uma lista de dicas que podem auxiliar na construção de uma cultura corporativa que cultive o risco da criação como valor econômico e competitivo:

Vamos lá:

1. Antes de tudo, não se permita atuar como uma líder repressora, punindo iniciativas ou desprezando tentativas mal sucedidas;

2. Um bom controle geral de vaidades, ajuda muito a estimular uma boia equipe a pensar por conta própria;

3. Aprenda a lidar com os inevitáveis erros, e depois de assimilada essa lição, compartilhe ela com sua equipe;

4. Estruture o processo criativo, de forma a não dissociar das ideias o conceito mínimo de viabilidade, prazo e foco;

5. Monte um programa de incentivos premiando os responsáveis por ideias, projetos e inovações bem sucedidos. Neste caso em particular, por favor, presenteie em dinheiro;

6. Apoie a criação de uma cultura organizacional onde discussões acaloradas sejam encaradas como um processo normal de trabalho;

7. Contrate gente suficientemente autoconfiante para sustentar debates, argumentos e contra-argumentos com você, seus sócios ou quaisquer outros dirigentes;

8. Diante de qualquer processo de criação, deixe claro que existem metas para serem cumpridas.

Boa sorte e até o próximo.

Gustavo Chierighini, fundador da Plataforma Brasil Editorial, empresa que atua como uma agência independente na produção de conteúdo e informação.
  • Facebook
  • Pinterest
  • Twitter
  • Google+

Comente