Etiqueta em redes sociais

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Etiqueta em redes sociais

As empresas já se deram conta do poder das redes sociais, afinal, Twitter, Facebook, Orkut, entre outras, já fazem parte do dia-a-dia de muitos consumidores. Conforme uma pesquisa do Instituto Informa/Binder, 18% dos usuários de internet preferem as redes sociais como forma de comunicação, seja ela pessoal ou corporativa.

Através dessas ferramentas, as organizações conseguem ter uma ideia de como está a exposição da própria marca no mercado e o que ainda falta para atrair seus consumidores, através do mapeamento de tendências e comportamentos.

Ao mesmo tempo, as redes são uma espécie de vitrine virtual para o mundo corporativo. Quem está em busca de uma nova colocação no mercado de trabalho pode ampliar o seu networking através de redes específicas, entre elas a LinkedIn, uma das primeiras a trazer pessoas interessadas em carreira que ainda se mantém como a mais procurado pela maioria dos usuários da rede.

Mas toda a sua exposição tem seus riscos, tanto para empresas como para profissionais. Para Ivan Witt, headhunter e sócio da Steer Recursos Humanos, cuidados devem ser tomados dentro do espaço virtual. Afinal, nele estão presentes não só amigos e familiares como gestores, chefes, políticos, jornalistas e colegas de trabalho.

"É preciso ter critérios na utilização das redes e analisar qual é o objetivo com as postagens de ideias, pensamentos ou sugestões", diz Ivan Witt. "Não é porque a internet é um ‘campo aberto’ que se deva abastecer uma página com qualquer tipo de informação", completa.

Se o interesse for profissional seja bastante seletivo. "Não misture informações de fórum íntimo, ou estará sujeito a interpretações que nem sempre lhe favorecerão" alerta Ivan. "Relatos detalhados de sua vida pessoal na internet passam a ser públicos e as conseqüências disso fogem ao seu controle".

Witt também alerta que é preciso cautela também com a organização de contatos pessoais e profissionais. "Se seus ‘seguidores’ ou ‘amigos’ fizerem parte de seu ‘networking’ profissional, seu perfil estará sujeito a interpretações da mesma forma, e o que era apenas uma informação sem importância, pode acarretar em diversos constrangimentos". Dessa forma, ele sugere alguma medidas que podem ser adotadas no seu cotidiano profissional:

Critério na hora de repassar informações

Um dos muitos benefícios que a internet proporciona é a facilidade para reprodução de conteúdos. As informações devem ser verificadas e a fonte deve ter credibilidade. Nem tudo que está disponível na rede é verdade. "Repassar uma informação mentirosa não tira só a credibilidade de quem assina o texto como também de quem o manda."

Falar dos colegas, chefes ou da empresa, nem pensar

Algumas postagens podem ser bastante prejudiciais para sua carreira, por isso pense muito antes de fazê-las, mesmo que seja feita no seu Twitter pessoal e que ele esteja bloqueado. "A rede está ao alcance de todos. Seu amigo também tem amigos e num piscar de olhos seu comentário restrito vaza. Além de ser antiético não fica nada bem para o relacionamento no ambiente de trabalho", explica o headhunter.

Cuidado extra para quem ocupa uma posição de destaque

Declarações feitas por profissionais em posições de destaque, mesmo que em suas páginas pessoais, inevitavelmente serão alvos de críticas e especulações pelos leitores. "É impossível controlar o desdobramento da informação uma vez que ela se torna pública, principalmente se a fonte da mesma é o protagonista da ação", diz Ivan.

Não emitir opinião pessoal no perfil corporativo

Funcionários não podem emitir opiniões pessoais quando utilizarem as redes empresariais, mesmo que sua função seja alimentar esses espaços. "Isso pode ser causa de demissão por justa causa".


Imagine-se dando uma entrevista ao vivo

Uma regra fácil é imaginar-se dando uma entrevista ao vivo para um grande público. Seja coerente, não invente nem tripudie. "A informação que você publica fica para sempre atrelada a você" finaliza Ivan.

Por Juliana Lopes

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