Estereótipos das mulheres poderosas

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Foto: Istockphoto

Em outra matéria o VilaMulher comentou e enumerou algumas qualidades das mulheres bem-sucedidas. Mas além de servirem de inspiração para outras profissionais, essas profissionais costumam ser alvo de certos estereótipos e apelidos maldosos.

Querendo descobrir alguns deles a "Forbes Woman", revista de negócios voltada para mulheres, entrevistou algumas líderes e concluiu que elas costumam ser taxadas de frias, solteironas e solitárias, duronas, masculinizadas, raivosas entre outros. E aqui no Brasil, como será que as mulheres poderosas são chamadas "pelas costas"?

"Mulheres em cargo de liderança costumam sofrer com estes estereótipos e não sabem que estão criando uma imagem profissional negativa, apesar de se mostrarem competentes em suas funções", comenta a Personal & Professional Coach Malu Monteiro.

Conheça alguns estereótipos enumerados pela Malu, tipicamente encontrados nas empresas brasileiras:

Dama de ferro - de quem você se lembrou? Margareth Thatcher, a ex-primeira-ministra britânica, recebeu este apelido por seu estilo considerado radical e agressivo e por suas posturas inflexíveis.Bruxa - a bruxa é lembrada como uma criatura velha, envelhecida e feia, capaz de manipular pessoas, ferí-las ou fazê-las mal. As bruxas ganham este apelido no trabalho não pela sua aparência, mas pelo domínio que exercem sobre a sua equipe e colegas. Demonstra falta de humor, relaciona-se pouco e nunca participa de reuniões descontraídas. Amada por uns e odiada por outros, esbanja extrema eficiência e conhece o negócio como a "palma da mão". Demonstra impaciência com a incompetência alheia ou falta de informação e estes, sim, são seus grandes inimigos e disseminadores da sua imagem no trabalho.Mal amada - geralmente este "apelido" é dado a mulheres líderes que alcançaram alto nível de vida e cultura. São mulheres brilhantes que, supostamente, sofrem por amor, ou porque alguém as deixou ou porque não estão em um relacionamento amoroso. Este perfil é disponível, dedicado somente ao trabalho e ao desenvolvimento intelectual. Por vezes calada, orgulha-se de estar só, sem problemas com companheiros e filhos. Acostumou-se a não compartilhar. Motivo de inveja por uns e de admiração por outros, quando apresenta traços de incompreensão e intolerância, logo é chamada de azeda ou mal-amada.TPM - excessivamente irritada, chora por qualquer coisa, nervosa, critica a tudo e a todos, nada está bom. É comum as próprias mulheres anunciarem a TPM para justificar alguns comportamentos: avisam logo, "saia da frente que estou de TPM e hoje mato um". A TPM afeta todas as relações e no trabalho não é diferente. Porém, algumas colaboradoras assumem estas características típicas do período pré-menstrual em todos os dias do mês. Afugentam os colegas de trabalho, comprometem os resultados, o seu desempenho e o da equipe. Não há quem aguente!

Malu Monteiro que, ao lado de Mauricio Sita, fez a coordenação editorial do livro "Damas de Ouro - A inteligência feminina em ação", diz que a liderança não se trata apenas de uma técnica a ser aprendida, mas de uma atitude para ser vivenciada, conforme circunstâncias e propósitos. E para fugir desses estereótipos, a Personal & Professional Coach dá algumas dicas:

- Observe e escute mais o que falam sobre você.

- Não se envolva em fofocas.

- Não justifique seus comportamentos.

- Faça um filtro do que é real e do que é maldade (sim, isto também existe no ambiente de trabalho).

- Aproxime-se das pessoas e cheque se a imagem que você tem de si mesma é a forma como as pessoas a veem.

- Se estiver desenvolvendo comportamentos que podem prejudicá-la no trabalho, busque ajuda profissional, um programa de coaching, por exemplo.


Juliana Falcão (MBPress)

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