Empreendedorismo suicida em 10 práticas

Empreendedorismo suicida em 10 práticas

Foto: Ryan Stuart/moodboard/Corbis

Cara leitora, muito se fala sobre a força do empreendedorismo e sua contribuição para uma economia forte e saudável. Abordam-se também os riscos inerentes à atividade, as ilusões, e os benefícios sempre presentes - para os que bem sucedidos.

Em meio a isso, muita retórica, clichês vazios, e uma avalanche de opiniões de quem jamais na vida empreendeu se quer uma honrosa carrocinha de cachorro quente. Aliás, conviver algumas horas ou dias com o dono de uma carrocinha dessas, deveria fazer parte da grade curricular da maioria dos cursos de empreendedorismo.

Mas no meio desse turbilhão de informações, algumas se destacam como essenciais e muitas vezes estão diretamente relacionadas ao fracasso. Então, crentes de que poucas iniciativas ensinam melhor do que o insucesso, desta vez, navegaremos na contramão do receituário comum, destacando aqui as práticas comumente exercidas por empresários iniciantes (e muitas vezes por outros bem experientes) que ajudam a abreviar o caminho para as falências e as frustrações empresariais. Vamos lá:

1.

Não seja apenas confiante diante dos desafios e eventuais adversidades, no lugar dessa postura tão tímida, simplesmente acredite ser absolutamente invencível;

2.

Seja "moderninha" e o quanto antes sepulte o conceito de que a empresa e os investimentos servem primordialmente para remunerar o risco dos investidores e empreendedores;

3.

Mergulhe de cabeça nos modismos corporativos e empreendedores, principalmente se os mesmos forem concebidos por "mentes brilhantes" repousadas em cabeças de especialistas que jamais empreenderam na vida;

4.

Despreocupe-se com as questões formais e documentais. Em um ambiente de negócios pouco burocrático como o brasileiro, isso certamente será a chave para a sustentação empresarial;

5.

Maximize a sua avaliação e o julgamento diante dos êxitos potenciais do seu empreendimento e minimize os riscos;

6.

Cultive a ideia de que largar um emprego fixo, e se tornar dona do próprio negócio, certamente lhe trará uma rotina com menos dedicação, menor stress, e menos tempo tomado pelo trabalho;

7.

Opere com um planejamento financeiro capenga;

8.

Gaste mais do que ganha;

9.

Dilapide o seu patrimônio pessoal em benefício do seu sonho. Será excelente não poder contar com nada, caso o seu negócio não se prove viável;

10.

Limite o seu universo intelectual aos livros da auto-ajuda empresarial;

Existem muitas outras práticas "virtuosas" mas essas certamente estão entre as mais comuns.

Boa sorte, não faça isso em casa, e até o próximo!

Gustavo Chierighini, fundador da Plataforma Brasil Editorial, empresa que atua como uma agência independente na produção de conteúdo e informação.

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