Economia Criativa - novo meio de fomentar talentos e renda

Economia Criativa

Há muito tempo que ouvimos falar sobre sustentabilidade. Esse movimento está tomando conta do mundo inteiro procurando o equilíbrio entre a sociedade e o meio ambiente. Para que esse objetivo seja facilmente alcançado criou-se um novo tipo de economia: a criativa.

Para nos explicar melhor sobre essa nova especialidade, conversamos com o professor Mario Pascarelli Filho, que além de dar aulas também coordena o mais novo curso de extensão da FAAP, o de Economia Criativa.

De acordo com o professor, ao invés de utilizar matérias-primas da natureza, que são finitas, essa nova economia visa a criatividade, inovação e cultura: "No Brasil esse termo é relativamente novo, tem cerca de dois anos, porém no mundo já existe há uns 10". A prova da importância da economia criativa é que ela já representa 10% do PIB mundial. "No Brasil, estamos começando a dar a devida importância agora, tanto que o Ministério da Cultura já criou a Secretaria da Economia Criativa", afirma Mario.

"Com as riquezas que o Brasil possui, tem-se a chance de utilizar plenamente o conceito desta economia", reforça o coordenador. "Artesanatos, festas religiosas, audiovisuais, games, editoração, publicidade, arquitetura e afins estão dentro da criatividade da economia".

Todos os eventos culturais e sociais incluem este segmento. O foco é lucrar com as habilidades do povo, com as festas tradicionais, comidas típicas e inovar todos esses fatores, revertendo toda a receita arrecadada para a cidade. Para entendermos melhor, separamos alguns acontecimentos das diversas regiões brasileiras, veja só:

- Belém do Pará - Círio de Nazaré: 2 milhões de pessoas;

- Blumenau - Oktoberfest: 17 dias de festa;

- Rio de Janeiro - Carnaval: durante o ano inteiro mobiliza o povo (treino, preparo de fantasias e pequenas demonstrações);

- Barretos - Rodeio de Barretos: gera lucros não apenas para Barretos, mas para todas as cidades ao redor;

- São Paulo - shows no Morumbi, Parada Gay, Corridas de Fórmula 1 e Indie.

Esses foram apenas alguns dos principais eventos que acontecem nos arredores do Brasil. Lembrando que cada um desses movimenta, além do próprio cenário, bares, cinemas, restaurantes, teatros, estacionamentos, hotéis e muitos outros comércios da região, e isso inclui grande parte da economia criativa.

Para que esse ciclo tome forma e se torne realmente uma fonte de renda para a cidade e as pessoas, a FAAP criou o curso em Economia Criativa. São quatro meses de aulas divididas em quatro núcleos: Patrimônio Material e Imaterial, que abordará as expressões culturais e tradicionais, como artesanato e festas populares, os equipamentos e os espaços culturais; Artes, que discutirá música, dança, teatro, ópera, circo e as artes visuais; Mídia e Criatividade Aplicada (design, serviços, novas mídias).

Mario detalha: "Tratamos a vocação de cada cidade e procuramos mostrar que existe outra maneira, adicional, de trazer receita para o povo que não provocará nenhum problema ambiental e ainda trazer a inclusão social".


Esse incentivo é de grande valia para o povo brasileiro, pois aqui temos a faca e o queijo na mão. O povo é criativo e a todo instante multiplica suas ideias monstruosamente. Desde o artesanato até as janelas da internet, meninos e meninas cada vez mais mostram que têm capacidade e vontade de mudar a realidade do Brasil. O que a FAAP está fazendo é um grande passo, agora vai de nós aproveitarmos e expandirmos esse grande movimento criativo.

Por Alessandra Vespa (MBPress)

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