E quando erramos, o que fazer?

E quando erramos o que fazer

Foto: Bill Varie/Somos Images/Corbis

Caras leitoras, sabemos o quanto é difícil lidar com os inevitáveis erros na condução de nossas trajetórias profissionais. Eventualmente são erros estratégicos de maior relevância, mas por vezes são cotidianos, correntes, oferecendo maior ou menor impacto.

Mas também é verdade que não existe caminho sólido construído sem eles, pois antes de tudo, geralmente carregam no seu contexto grande didatismo, nos ensinando aquilo que raramente um curso, uma conversa ou mesmo algumas úteis recomendações ensinariam.

Mas diante deles, não há nenhum caminho seguro que passe por não reconhecê-los ou pela recusa em sua reparação. E é nisso que consiste a grande escola.

Ciente disso, e tão cometedor de erros como todos os mortais, destaco abaixo algumas dicas para uma atitude construtiva diante de sua incidência.

Vamos lá:

1. Mais importante do que tentar nunca cometê-los (o que consiste em um sonho impossível) é a velocidade em identificá-los e assumi-los.

2. Tenhamos sempre em mente de que a credibilidade não vai embora diante da maioria dos erros, mas some quando erramos e não reunimos coragem para admitir.

3. Ao cometer um equívoco, assuma imediatamente, sem exagerar perdendo tempo em lamentações, mas dirigindo toda a sua energia nas reparações possíveis;

4. Trate sua incidência com naturalidade. Eles são mesmo naturais, e o esquisito é não cometê-los.

5. Fique preocupada caso se enxergue como alguém que não comete erros. Certamente há algo de estranho com você.

6. Após assumi-los, tome para si a iniciativa total sobre sua reparação, de forma cuidadosa, transparente, organizada e estruturada.

7. Evite identificar culpados, ou buscar outras explicações improváveis. Faça isso apenas quando os dois fatores (outros participantes e circunstâncias que obviamente contribuíram) sejam óbvios e determinantes.


8. Após o episódio e mesmo durante sua reparação, evite abater-se. A Convivência com eles é parte inerente ao amadurecimento profissional.

Por último entenda, este texto não é uma apologia ao erro, mas uma forma realista de lidar com ele. Portanto, erre, mas sem exagerar na dose.

Até a próxima!

Gustavo Chierighini, fundador da Plataforma Brasil Editorial, empresa que atua como uma agência independente na produção de conteúdo e informação.

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