Dívidas acumuladas: o que fazer?

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Muita gente me pergunta como proceder para começar a organizar a vida financeira e, por vezes, desanima quando lembra das dívidas que ficaram para trás, com valores cada vez mais altos e que parecem ser impagáveis. Como este obstáculo tem sido citado como o mais comum problema de quem quer mudar a condição financeira, apresento um passo a passo de negociação dos valores devedores.

- Não importa quanto seja o valor das dívidas acumuladas, é sempre possível buscar uma redução com o credor, desde que seja feita uma proposta confiável e passível de ser concretizada. De nada adianta procurar o credor sem ter um prazo e possibilidade mensal de pagamento da dívida, deixando tudo "à própria sorte do destino". Como exemplo, se o valor é de mil reais, proponha algo que caiba no seu orçamento com viabilidade: uma entrada de R$ 100 (10% do valor) e 18 parcelas de R$ 50 com data certa para pagamento, que deve ser obedecida tanto para dar credibilidade a negociação quanto para auxiliar na autodisciplina, fundamental para quem ter prosperidade financeira.

- Não deixe o tempo passar ou a vergonha prevalecer: procure o credor o quanto antes e deixe claro seu interesse em quitar a dívida. Há pessoas que fazem a proposta para negociação e começam a postergar o "momento de decisão", que é a hora de falar com o credor, seja ele pessoa física ou instituição financeira (o banco). Lembre-se que, mesmo com as dívidas, você é digno de respeito e fará o mesmo com seu credor. Qualquer tentativa de intimidação por qualquer uma das partes envolvidas é passível de processo civil.

- Analise formas de fazer um dinheiro extra para a quitação das dívidas, mas deixe de lado a idéia de pegar empréstimo para pagar os volumes atrasados, para que o novo empréstimo não seja mais um a integrar o montante das dívidas... mas há uma exceção: quando é possível conseguir uma linha de empréstimo com juros bem mais baixos e assim consolidar a dívida. Isso é viável quando são pagos atrasados de cartão de crédito, cheque especial e outros pagamentos em dívida que sofrem juros e taxas de mora altos. Calcule quanto será necessário e busque o empréstimo mais barato e use o dinheiro única e exclusivamente para este fim, lembrando que dali por diante o novo empréstimo deverá ser priorizado o pagamento para evitar novo descontrole.

- Lembre que é preciso poupar sempre, mesmo quando há dívidas presentes. Ao receber dinheiro, tire para guardar 5% do valor, pois se você deixar para poupar somente quando puder, dificilmente isso acontecerá. É comum ouvir pessoas dizendo que irão poupar "quando o dinheiro sobrar", o que não irá acontecer, pois dinheiro não sobra...


- E por fim, pense que a negociação de sua dívida é algo que interessa principalmente a você, mas se reflete em toda a sociedade, pois é uma iniciativa ética, responsável e que reforça para você mesmo o seu potencial pessoal de cumprimento de seus compromissos e objetivos. Será um grande aprendizado pessoal, financeiro, e de cidadania para toda a sociedade.

Suyen Miranda é publicitária e consultora de finanças pessoais, atuando no Brasil, Mercosul, Portugal e Angola. Já foi consumidora compulsiva voraz e tornou-se poupadora e empreendedora, e acredita que toda mulher pode e deve ser autônoma e independente financeiramente. suyen@suyenmiranda.com.br
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