Dia Internacional da Mulher !

As mulheres provam a cada dia que, de sexo frágil, não têm nada. Ganharam espaço na educação, em cargos profissionais, políticos e principalmente... respeito. A trajetória não foi fácil, mas hoje provam que as lutas e as perdas de suas antecessoras não foram em vão.

Em 8 de março de 1857, funcionárias de uma fábrica têxtil de Nova York pararam as máquinas e fizeram greve para tentar obter uma menor jornada de trabalho. Na época, elas trabalhavam cerca de 14 horas por dia e ganhavam baixos salários. O dono da fábrica, enfurecido, trancou suas funcionárias e mandou atear fogo no local. Cerca de 130 mulheres morreram carbonizadas, simplesmente porque reivindicaram seus direitos. Por causa desse feito, em 1910 na Conferência Universal da Dinamarca, esta data foi declarada como o Dia Internacional da Mulher.

Desde então, as conquistas políticas, sociais e culturais femininas são valorizadas e crescem visivelmente, se hoje as mulheres têm liberdade, devem isso àquelas que se opuseram aos conceitos sociais de sua época.

Na esteira do movimento feminista, as mulheres deixaram de ser consideradas “figurantes” na cena política e ganharam direito de voto. Este feito só foi conquistado em 1956. Não faz tanto tempo assim, a educação regular era privilégio de poucas. Hoje, as mulheres são maioria nas universidades.

Nos anos 60, lutando por igualdade dos direitos, também ocorreu a descoberta da pílula anticoncepcional pelo biólogo norte-americano Gregory Goodwin Pincus. Esse advento foi o ápice da libertação sexual feminina. Desde então, o sexo poderia ser feito não apenas para a reprodução. O prazer feminino começava a ser aceito. O anticoncepcional mudou o pensamento das mulheres e as estruturas das famílias, pois a natalidade começou a ser mais controlada. O número de filhos foi reduzido e a gravidez podia ser adiada.

Não dá pra esquecer uma cena lendária da década de 60, as feministas norte-americanas queimando sutiãs em praça pública. As peças eram consideradas símbolo da repressão masculina. No Brasil, esses movimentos foram mais fragilizados por conseqüência da repressão da ditadura militar.

Em Buenos Aires, o movimento das Mães da Praça de Maio foi composto por mulheres que reivindicavam o direito de saber o paradeiro de filhos, netos e parentes desaparecidos durante a ditadura argentina. Semanalmente, elas se encontravam em frente à Casa Rosada, sede do governo, com lenços brancos nas mãos e na cabeça. O movimento foi tão forte que contribuiu diretamente para o fim da ditadura no país.

Todas essas histórias contribuíram para que as mulheres de hoje se tornassem o que são: a mãe zelosa, a amante fogosa, a chefe exigente, a solteira carente, a ciumenta surtada, a workaholic estressada, a dona de casa preocupada, a adolescente rebelde... Elas são todas em uma só.

Elas são vaidosas sem futilidade, amorosas e independentes, porque a vida as fez assim. Elas também são confidentes, amigas e companheiras. Vão ao cabeleireiro e folheiam revistas de fofocas, mas não dispensam um bom livro. Deixar de fazer suas coisas para fazer o que os homens querem? Nem pensar!

As mulheres do século XXI não deixam de lado a reunião com as amigas de modo algum. Elas não reclamam mais se o namorado prefere assistir a um jogo de futebol aos domingos e nem se importará se ele não prestar atenção no seu visual. Mas tem uma coisa que para elas é fundamental: confiança. Falhou, é pé-na-bunda na certa! Homens não faltam ao redor dessas mulheres.

Amélias? Às vezes! Afrodites, talvez! Pagus, para as que podem! Uma salva de palmas ao biquíni, à minissaia e ao decote! Elas passam o dia em um escritório resolvendo os problemas do mundo e ainda reservam um tempo para ir à academia, brincar com os filhos, fazer o jantar e ainda estarem lindas e cheirosas quando o parceiro chegar.

Sim, as mulheres de hoje são exatamente o que as de ontem almejaram ser...Sabe aquelas que queimaram os sutiãs ou as outras que morreram reivindicando menor jornada de trabalho? Pois é... essas mesmas.

Mulheres de atitudes, orgulhosas e corajosas. Elas são a sinceridade em curvas estonteantes. Elas admitem seus erros e sabem se desculpar. Elas admiram o passado e constroem o futuro... Não merecem um dia só para elas. Elas merecem o ano todo, os meses, os séculos e todos os segundos.

Ora, quem deveria comemorar o Dia Internacional Das Mulheres não são “elas”, são “eles”. Imagine sequer um só dia em sua vida sem uma mulher?

Fonte - MBPress

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