Depressão no trabalho

O estresse, a depressão e a síndrome de Burnout vem acompanhadas de uma série de dúvidas quanto aos direitos do trabalhadorque se depara com um desses males.

Segundo a advogada trabalhista Maria Lucia Benhame, muitas doenças passaram a ser consideradas como doenças do trabalho, o que acabou gerando conseqüências jurídicas e econômicas às empresas que tiveram que buscar a prevenção com investimentos nas áreas de segurança, medicina do trabalho e recursos humanos.

Primeiro, de acordo com a advogada, é preciso diferenciar. Estresse é definido como a reação do corpo diante de sensação de ameaça, desencadeando uma descarga muito alta de adrenalina, que estimula a liberação de outros hormônios, alterando o fiuncionamento do organismo.

Já a síndrome de Burnout é um estresse muito forte, que torna o comportamento agressivo e irritadiço. Logo, uma atitude negativa voltada ao trabalho. A depressão é caracterizada por fadiga, baixa energia, irritabilidade, falta de interesse, perda de prazer, sentimentos ruins de culpa e inutilidade, insonia, entre outros.

Reconhecidos os casos de depressão ou estresse como doença profissional ou do trabalho, diz a advogada, a lei garante estabilidade do empregado afastado por 12 meses após a alta previdenciária, ou mesmo após reconhecida a doença após a demissão em ação trabalhista.


Com o aumento das doenças depressivas e a dificuldade de constatação de uma única causa, cabe às empresas cada vez mais buscarem a prevenção em atuações conjuntas de diversos setores. "Mais do que nunca a prevenção nessa área deve ser vista como um investimento e não como um gasto", conclui.

Por Lívany Salles

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