De olho na má postura profissional

De olho na má postura profissional

Mais do que mostrar competência e habilidade no seu ramo, o ambiente de trabalho exige que o profissional apresente uma postura adequada. A falta de preparo para lidar com algumas situações faz com que muitos profissionais, donos até de excelentes currículos, sejam prejudicados ou afastados de seus cargos.

São inúmeras as falhas que as pessoas cometem durante o horário de expediente. "Os principais estão relacionados à falta de noção e de preocupação com o que as outras pessoas possam estar pensando da conduta daquele profissional", explica Maria Aparecida Araújo, consultora em comportamento profissional da Etiqueta Empresarial, no Rio de Janeiro.

Ela afirma que os principais erros estão ligados à aparência e ao comportamento. Dentre eles pode-se citar intimidade demais, o que faz com que o profissional abuse da liberdade, com gestos, tom de voz, agressividade ao falar e dificuldade em aceitar um "não", infantilidade, egoísmo, orgulho, resistência a mudanças e mistura de vida pessoal com profissional.

Esses problemas estão ligados principalmente a ausência de inteligência emocional para encarar os obstáculos. "Ela ajuda a digerir as emoções no relacionamento interpessoal". A consultora acredita que as pessoas não examinam suas deficiências e são pegos desprevenidos, fazendo com que seus sentimentos venham a tona e se submetendo a uma situação constrangedora.

Outro fator que contamina as relações profissionais é a fofoca. Pode começar com um simples comentário no corredor entre um cafezinho e uma ida ao toalete e terminar na sala do chefe ou no RH. Vale lembrar que uma fofoca só ganha força se for alimentada.

Autora do livro "Etiqueta Empresarial Ser Bem Educado é...", Maria Aparecida explica que o profissional elegante jamais se permite fazer parte de um antro de comentários alheios - e sim se preocupa com seu serviço e, em efetuá-lo com excelência. "Não é necessário que a pessoa seja rude com os demais. E sim que simplesmente não se misture ou compactue com aquela situação".

Mostrar superioridade demais também pode fazer com que o funcionário seja rotulado como prepotente. Cabe a pessoa saber analisar como são seus colegas e tratá-los com sobriedade sem fazer distinção. Quando os problemas pessoais insistirem em influenciar a produtividade e o bem estar profissional, tente se focar nos objetivos e entenda que criar uma situação desconfortável no trabalho lhe trará mais um problema.

De nada adianta ter inteligência emocional se o funcionário não tiver bom senso com seu visual. "Quando ficar na dúvida sobre o que vestir, procure observar como as pessoas que trabalham na empresa se vestem. E também como se vestem pessoas que estão crescendo dentro da companhia", diz. Ela ensina que no ambiente de trabalho não se deve, de maneira alguma, expor o corpo - e sim expor a competência.

Existem alguns figurinos que, de maneira geral, devem ficar do lado de fora do escritório: minissaias, decotes, peças transparentes ou muito justas ou de cores chamativas e que não combinem.

Muitas empresas adotam "casual day", na sexta-feira. E muitos profissionais acham que só por que não precisam ir trabalhar com roupa social, podem trabalhar como bem entendem. Isso é uma falha muito grande que costuma acontecer dentro das empresas, ensina Maria aparecida. O "casual day" permite que as pessoas se vistam de maneira esporte, mas não excessivamente descontraída. As mulheres podem usar calça jeans, blusa de algodão e sapatilha. Tênis não deve ser usado, a menos que outras pessoas usem e a empresa permita.

O ambiente de trabalho é onde você ganha dinheiro e mostra suas habilidades profissionais - e não um lugar para extravasar emoções de um momento difícil ou exibir a roupa nova que você comprou. O segredo do sucesso é o bom senso.

Por Cínthya Dávila (MBPress)

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