Cursos de oratória - vencendo o medo de falar público

Cursos de oratória  vencendo o medo de falar públi

Antes de Camila Ribas se formar em jornalismo, ela precisava vencer o medo da banca, que normalmente avalia o trabalho de conclusão dos cursos de graduação. Na época, só de pensar em se apresentar em público, ela já ficava pálida, suada, com o coração acelerado. A saída de Camila - e de muita gente que sofre do mesmo medo - foi se matricular num curso de oratória. Mais do que ajudar na hora de expor sua pesquisa, o curso que ela fez ajudou no controle do nervosismo e até para que ela se expressasse melhor.

“Minha dificuldade para falar em público era muito grande. Na minha cabeça, por mais que os outros falassem que ninguém se sente à vontade, meu nervosismo beirava o anormal”, conta. No começo, a jovem de 26 anos não acreditava que as aulas fossem surtir efeito. Mas saiu feliz da vida, falando para todo mundo dos benefícios das aulas de oratória.

Segundo Rosângela Curva Leite, especialista em comunicação verbal, a habilidade de falar em público tem sido cada vez mais valorizada, tanto nas empresas quanto nas escolas e universidades. “Por isso a procura para aprender as técnicas tem crescido nos últimos anos”, diz. “O profissional que se apresenta em público com naturalidade e permite uma mensagem clara, consegue se destacar no ambiente de trabalho”.

Rosângela é professora do curso de Técnicas de Apresentação, do Centro de Pesquisa, Desenvolvimento e Educação Continuada (CPDEC), de Campinas, SP, e explica que para desenvolver a oratória são realizados exercícios de dicção, respiração, modulação da voz e ritmo, além de exercícios que simulam apresentações em público. “O programa tem uma orientação eminentemente prática, onde o participante percebe a aplicabilidade dos conceitos apresentados”, completa.


Segundo ela, existem casos que precisam de tratamento especial. “Há situações em que a timidez ou falta de segurança atingem um grau muito elevado, quase como uma ‘patologia’ psicológica, ou seja, um tipo de fobia social”, explica. Para essas pessoas, treinamentos de curta duração e em grupo não são os mais indicado. “Provavelmente esse indivíduo se beneficiará mais se for submetido um atendimento individualizado”.

Por Cínthya Dávila (MBPress)

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