Convivência entre homens e mulheres no ambiente corporativo

Homens e mulheres no ambiente de trabalho

Homens mantêm o foco no trabalho e mulheres usam da sensibilidade feminina para humanizar as relações. Nem sempre. Os estereótipos dos gêneros às vezes caem por terra quando convivemos juntos.

Os papéis se invertem. Eles também usam a sensibilidade e intuição, mais do que isso, tem o jogo de cintura para trabalhar em um ambiente totalmente feminino. É o caso do analista de Recursos Humanos, Bruno de Oliveira, de 36 anos, que trabalha com seis mulheres, inclusive é a segunda vez que é chefiado por elas. No ambiente 'cor-de-rosa', ela costuma ouvir de tudo. "Desde novelas, Big Brother Brasil até a cor do esmalte. Sei até olhar para a unha da mulherada e reconhecer o a cor ‘rosa chiclete’, da colorama", conta.

Casado e com dois filhos, Bruno diz que às vezes consegue boas dicas de como lidar com a própria esposa, até mesmo sugestões de presentes. Para ele, durante o trabalho as mulheres são sim perfeccionistas e os homens mais focados no serviço. E quando elas estão na liderança são extremamente exigentes. "A minha líder, que está na empresa há 14 anos, é totalmente focada nos resultados, não é tão compreensiva, mas sabe trabalhar bem em equipe", conta.

Elas próprias afirmam que, às vezes, é difícil lidar com a mulherada em cargos de comando. Para se ter uma ideia, uma pesquisa feita em 2009 com duas mil mulheres no Reino Unido mostrou que 63% delas preferem ter homens como chefe. Uma das explicações para isso é que as chefes não teriam habilidades para lidar com as colaboradoras no ambiente de trabalho. As entrevistadas preferem os homens porque eles sabem delegar melhor as tarefas. Além disso, segundo as participantes, os líderes conseguem ter uma visão mais ampla dos negócios e se planejam melhor a longo prazo.

Quando Gabriel Gorgatti, 22 anos, trabalhou em um banco como estagiário, o time era formado por 16 mulheres e 7 homens. Depois de quase um ano e meio convivendo com elas, ele já chegou a algumas conclusões. "Na maioria dos casos, as mulheres possuem um comprometimento quase que afetivo com o trabalho, o que gera muito cuidado na execução e nos detalhes. A conseqüência é um resultado de bastante qualidade". Entretanto, ele comenta que a busca da perfeição é algo perigoso no cotidiano. "Na maioria das vezes, ela não é compatível com o tempo, e assim se sofre muito durante o processo. Os homens tentam ser mais práticos, mas os que exageram na dose mais tarde esquentam a cabeça com problemas futuros gerados por pequenos deslizes", comenta.


Na época, Gabriel também era liderado por uma mulher e confessa que sempre buscou ter um certo jogo de cintura para expor as suas opiniões. "Tinha que lidar com o jeito delas. Tentava aprender e mostrar meus pontos com jeitinho". Mesmo com as divergências comuns da convivência no escritório, Bruno é da seguinte opinião. "Não conseguimos viver sem elas, até no ambiente de trabalho!".

Por Juliana Lopes

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