Convergente ou divergente - entenda os dois tipos de profissionais

Convergente ou divergente

A psicologia explica que há dois tipos de pessoas. Uma mais focada no todo, chamada de convergente, e outra nos detalhes, conhecida como divergente. Essas diferenças são identificadas no modo de processar as informações, de memorizar dados e de resolver problemas dentro e fora do ambiente profissional.

O Psicólogo Fernando Elias José, especialista em Psicoterapia Cognitivo-Comportamental pela WP - Centro de Psicoterapia Cognitivo-Comportamental - e mestrando em Cognição Humana na PUCRS, explica que dependendo da atividade que a pessoa estiver desenvolvendo haverá prós e contras em cada estilo.

"Os convergentes utilizam o lado esquerdo do cérebro e possuem características como organização, eficiência, lógica e análise mais desenvolvidas. Já os divergentes utilizam o lado direito e são mais ligados à área das humanas, por serem integrativos, perceptivos, interpessoais e prestativos".

A psicóloga Cognitivo-Comportamental, Mara Lúcia Madureira, completa: "O estilo convergente desenvolve mais o raciocínio e pensamento lógico, enquanto o estilo divergente está associado à criatividade, imaginação e originalidade."

Dr. Fernando esmiúça ainda mais o tema e conta que as pessoas convergentes são lógicas e sempre ligadas a questões práticas. Já as divergentes são mais emocionais, intuitivas e desorganizadas. "Além disso, os chamados convergentes conseguem realizar e observar duas ou mais coisas diante de um estímulo, enquanto os divergentes observam o detalhe e precisam estar focados em apenas uma tarefa de cada vez. Como exemplo disso, o convergente vai se lembrar do nome enquanto o divergente do rosto durante a fala sobre alguém", diz.


Quando se fala em exercícios para identificar qual lado do cérebro se usa mais no dia a dia, Dra. Mara Lúcia lembra que eles são utilizados exclusivamente por psicólogos, cuja avaliação e correção podem ser feitas apenas por um profissional. "Os testes encontrados em revistas, sites ou em outras publicações não são validados e seus resultados não são confiáveis", alerta.

Por Maday Florêncio (MBPress)

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