Compartilhe seus fracassos

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Foto: Divulgação

Quando conquistamos algo positivo, principalmente no âmbito profissional, fazemos questão de compartilhar com o máximo de pessoas possíveis aquela sensação de êxito. Mas, o contrário não acontece. Grande parte das pessoas fazem questão de esconder seus fracassos como se quisessem esquecer que um dia alguma de suas ideias não deram certo.

Para mudar este quadro, Cass Phillips idealizou a Fail Conference, ou conferência do fracasso, em português. Seu objetivo é mostrar que até mesmo os mais bem sucedidos empresários já fracassaram um dia em suas vidas. Cass já produziu diversas conferências nos Estados Unidos, mas esta é a primeira idealizada por ela.

O Brasil é um país com uma característica empreendedora muito forte, mas são poucas as starup's que sobrevivem em terras tupiniquins. Segundo dados de uma pesquisa do Sebrae, 24% das empresas abertas fecham as portas no primeiro ano de existência. Só em São Paulo 84 mil vão à falência anualmente. Por que será? O que deu errado?

São estas as perguntas que Cass quer responder em seu evento. Porque os fracassos acontecem e como podemos evitá-los. Segundo ela, um fracasso não é nada, até que você o transforme em aprendizado. Assim, poderá trazer algo de bom para a sua vida.

É claro que é muito mais fácil para alguém já estabelecido e com sucesso contar o que deu errado na sua vida, lá atrás. Mas, eles podem servir de inspiração para quem está tentando, para quem já falhou inúmeras vezes. É preciso perseverar e é sobre isso que a Fail Conference quer falar.

Segundo a organizadora o evento já aconteceu nos Estados Unidos e o número de pessoas dispostas a contar suas histórias foi bem maior que o da França, por exemplo. Para ela, tudo é uma questão de cultura. As pessoas tem vergonha de assumir que fracassaram.


Quer alguns exemplos? O primeiro computador de Steve Jobs e seu parceiro Steve Wozniack, o Newton, foi um fiasco completo. Henry Ford, já faliu quatro vezes antes de se tornar um sucesso e até o Google já tentou se vender por apenas 1 milhão de dólares.

Por Mariana Benjamim

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