Como minimizar problemas com os sócios

Como minimizar problemas com os sócios

Para fazer uma empresa funcionar e ganhar espaço no mercado é preciso dinheiro, muito planejamento e, em na maioria das vezes, de uma sociedade. Essa parte do processo, uma das raízes de um negócio promissor, pode levar uma boa ideia à falência, caso não seja definida e estabelecida com racionalidade e cautela.

Para João Marcos Varella, consultor do Núcleo de Empreendedorismo da DBM Brasil, muito antes de colocarem a mão na massa, os sócios devem fazer um acordo. Escrito, assinado e registrado em cartório. "Este acordo vai definir o grau de dedicação, remuneração e as atribuições de cada membro. É fato que muitos dos desentendimentos acontecem por falta dele", garante.

A escolha dos sócios deve ser feita não somente pelo capital, mas pelas habilidades. Não adianta dinheiro sem espírito empreendedor e postura gerencial. E quando a empresa não vai para a frente, muitos costumam ter uma resposta na ponta da língua. Alegam que não havia mercado ou concorrência em demasia. "O fato de os sócios não se darem bem nem sempre é o motivo mais citado, mas, normalmente, é o que mais faz ruir uma parceria", revela João Marcos.

Outro ato que deve ser evitado é usar como funcionários parentes dos sócios. "Não se contrata alguém que não se pode demitir. Se o filho do seu sócio não faz um bom trabalho, você não pode dispensá-lo", explica Varella.


Para que a sociedade dê bons frutos é preciso que cada sócio seja remunerado de acordo com suas competências, demandas e esforços. Se o capital for dividido igualmente, em pouco tempo haverá desentendimentos por conta de possíveis injustiças. "Por este motivo, o acordo é tão necessário. É totalmente errado esperar as dificuldades aparecerem para saber como resolvê-las. Se as regras ficarem bem estabelecidas, na hora do aperto todos saberão qual solução tomar", completa o consultor.

Por Juliana Falcão (MBPress)

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