Clima Organizacional

Clima Organizacional

Durante uma aula de Pós-graduação, a professora reuniu a classe e pediu para que cada um falasse dos seus anseios e decepções no campo profissional. Ao fim de cada depoimento, ela disse que o assunto a ser discutido seria “clima organizacional” e pediu para que seus alunos imaginassem se eles fizessem parte da mesma empresa.

Faça também esse exercício. Pense que dentro de uma empresa, além de você, cada profissional tem seus objetivos, sua bagagem cultural e sua forma de ver a vida. Conviver com tantas opiniões divergentes às vezes é difícil, não é?

A partir disso é que se estabelece o chamado “clima organizacional”. Quando algo está ruim no ambiente de trabalho muitas vezes pesquisas organizadas pelo departamento de RH são uma boa forma de checar a motivação, grau de satisfação dos colaboradores e o que mais os incomoda.

Só para você ter uma ideia. Segundo dados do Instituto MVC - especializado em pesquisas sobre clima - funcionários com baixos índices de motivação utilizam somente 8% de sua capacidade de produção, enquanto aqueles com altos índices de motivação utilizam 60% dessa capacidade.

“Se tem algo de ruim que a empresa desconfia, a pesquisa é direcionada para esse assunto. Por isso, ela é feita de várias formas: pergunta-se o nível de satisfação com salário, chefia, estrutura, benefícios, etc. A intenção não é punir ou tentar descobrir algo, por isso, os funcionários não precisam se identificar, nem tem qualquer influência de gestores durante a sua aplicação”, explica José Carlos Rodrigues, especialista em Recursos Humanos.

Rodrigues lembra de um caso sobre pesquisa de clima organizacional. Em uma empresa foi detectado que a segurança física no ambiente reduzia a produtividade. Como a sua unidade estava instalada em um lugar perigoso, os colaboradores ficavam com medo na hora da saída e perdiam parte do dia falando sobre o assunto. “A empresa ampliou a segurança no local e assim, sanou o problema”, conta.

O especialista lembra que é bastante comum colocar as empresas colocarem a pesquisa “na gaveta”, sem ao menos dar um feedback dos resultados aos colaboradores. Se isso é feito, a credibilidade da equipe que a elaborou cai por terra, e se, no futuro, for realizado algo parecido, dificilmente será bem aceito.

Nessa onda de fusões entre empresas, muita gente se deparou com as diferenças no clima e na cultura da empresa. O especialista lembra de uma profissional que participou da união de dois bancos e começou a fazer serviços que antes não eram exigidos, como ser obrigada a vender vários produtos para correntistas.


“Em momentos como esse, a empresa deve deixar claro qual será o papel do profissional, como ele deve agir e principalmente esclarecer quais são os seus valores. Os gestores precisam ouvir ideias novas e nem sempre adotar ‘nós já fazemos desse jeito’. Do outro lado, os colaboradores precisam de jogo de cintura para se adaptar à nova realidade”, esclarece. O mesmo vale para quem vai está começando em uma nova empresa.

Por Juliana Lopes

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