Carreiras promissoras na área de moda

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Foto Divulgação /Senac

Quando se fala no mercado de moda, os números são mais do que otimistas. Segundo a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT), o Brasil está na lista dos dez principais mercados mundiais da indústria têxtil e atualmente emprega 1,65 milhões de pessoas.

Fazem parte desse número vários tipos de profissionais, entre eles, produtores, consultores, figurinistas e o famoso estilista. Nos bastidores das coleções apresentadas em desfiles ou mesmo nas lojas, os modelistas também ganham destaque. Sua principal função é usar o “rabisco” dos estilistas e montar a roupa que está no desenho. A partir daí, ele prepara um molde cuja principal função é servir de guia para quem corta e costura o tecido. Para quem nunca ouviu falar pode conferir um pouco dessa realidade no Programa Project Runway, exibido no canal Sony.

“Com base no croqui, o modelista faz um modelo-piloto. Daí a necessidade de uma boa parceria entre os dois. Eles precisam estar em sintonia”, explica Daniela Nunes, Coordenadora Pedagógica do Curso de Moda do Senac.

Até pouco tempo não se tinha muita noção da importância dos modelistas. Daniela explica que só na década de 80, quando foram inauguradas as primeiras escolas de moda no Brasil, começaram os cursos técnicos e depois a graduação em modelismo. “Hoje em dia, o profissional conhece a história da moda e os conceitos por trás das peças, entende os tecidos, os acabamentos e até estuda geometria”.

A coordenadora afirma que muita gente da área vai atrás das aulas de modelismo. Antes de trabalhar de começar a trabalhar Alexandre Herchcovitch, alunos do setor de estilo tiveram que passar pela modelagem durante três meses.

Além da boa oferta de vagas, a média salarial também é alta. “Tive alunos que saíram daqui ganhando entre dois mil e quatro mil reais. Aproveitamos os melhores e premiamos com um estágio de três meses na ESMOD, na França”, afirma.

É o caso de Juliana Queiroz, de 25 anos. Logo que retornou do estágio na Europa foi direto para o ateliê de Samuel Cirnansk, onde ficou por sete meses. Mesmo com pouco tempo de experiência, ela ainda conseguiu uma vaga de professora pouco tempo depois.

“A maioria dos modelistas está em confecções, onde trabalha com a produção de peças para as lojas. Mas sem dúvida, a coqueluche são os ateliês. É lá que podemos transmitir da melhor forma toda idéia do desenho, usar acabamentos feitos à mão, enfim, é um trabalho mais artesanal”, completa a modelista.

Por Juliana Lopes

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