Carreiras promissoras até 2020

Carreira promissoras

Qualidade de vida, sustentabilidade e inovação, palavrinhas chave para as carreiras mais promissoras daqui para frente. Conforme uma pesquisa realizada pelo Programa de Estudos do Futuro, da Fundação Instituto de Administração (FIA), até 2020, as apostas estão em seis profissões. A primeira citada pelo estudo é a de Gerente de correlações - responsável pela comunicação entre consumidores, grupos ambientais e agências governamentais para desenvolver programas ecológicos.

O cargo de Chief innovation officer, que irá interagir com funcionários para pesquisar, projetar e aplicar inovações, ficou na segunda colocação.

Também entrou na lista o Conselheiro de aposentadoria, profissional que vai atuar no planejamento da aposentadoria e o Coordenador de desenvolvimento de força de trabalho e educação continuada, responsável por gerenciar programas para colaboradores, esses projetos têm a intenção de ajudar os funcionários a conquistarem níveis avançados dentro da suas próprias especializações.

A última carreira mencionada pelos especialistas foi a de "Bioinformationist", profissionais que irão se dedicar às pesquisas genéticas, servindo como uma ponte para aqueles que trabalham com o desenvolvimento de medicamentos e técnicas clínicas.

Apesar de os profissionais ligados à gestão de programas ecológicos estarem no topo da pesquisa se observa ainda a falta profissionais capacitados para áreas que envolvem o tema gestão ambiental.

Uma pesquisa conjunta dos institutos Greenhouse Gas Management e Sequence Staffing, apresentou que o mercado de carbono e outras atividades ligadas às mudanças climáticas não encontram profissionais capacitados para as vagas que oferecem.


A pesquisa entrevistou 700 executivos, cientistas e líderes de organizações dos setores público, privado e sem fins lucrativos, de todo o mundo, e revelou que 84% consideram difícil achar profissionais qualificados para o setor e que 87% acreditam que isso será um grave problema nos próximos anos.

Para o gestor ambiental e diretor da Araúna Energia e Gestão Ambiental, Maurício Maruca, esses dados fazem sentido devido ao rápido crescimento do mercado ligado às mudanças climáticas nos últimos anos, desde a criação do Protocolo de Kyoto. "A necessidade por especialistas treinados para esse setor é de fundamental importância para que as empresas voltadas ao meio ambiente consigam desenvolver seus projetos de combate ao aquecimento global e, ainda, fazer que isso crie novas oportunidades", afirma Maurício.

Para 85% dos entrevistados, a economia verde deve ter um crescimento de 25% no próximo ano e novas atividades devem ganhar ainda mais espaço no mercado. Conforme o estudo, trabalhos como o de cientista sócio ambiental, que analisa as questões de preservação do meio ambiente e especialista em aquecimento global, também conhecido como "climatologista", que prevê mudanças climáticas, serão muito valorizados.

Por Juliana Lopes

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