Carreira e comprometimento

Carreira qual a visão de comprometimento

"A empresa não é minha mesmo". "Funcionário não sabe quanto custa". Essas são algumas das inúmeras frases ditas diariamente no ambiente de trabalho de milhares de empresas. Normalmente, o empresário é aquele que "dá o sangue" pelo negócio, pois é de lá que ele tira a renda. E a renda do funcionário, de onde vem? Exato. Vem da mesma fonte que a do patrão.

Apesar de ambos dependerem da mesma fonte, empresário e funcionário têm visões distintas sobre comprometimento.

A maioria dos trabalhadores quer apenas cumprir a jornada de trabalho, obedecer as ordens de seus superiores, bater o ponto e ir para sua residência. Nem todos são dedicados, sugerem melhorias ou desempenham um serviço acima da média.

De acordo com o advogado trabalhista do escritório Salusse Marangoni Advogados, Marcel Cordeiro, tal visão se deve aos papéis definidos previamente no contrato. "No documento fica estipulado como função do empregado disponibilizar sua força de trabalho ao empregador em troca de uma remuneração", informa.

Contudo, tal orientação não costuma ser percebida deste mesmo modo pelo empregador. "Ao admitir alguém, o empresário não espera apenas que o funcionário cumpra a jornada e seus comandos, mas que vá além e vista a camisa da empresa", explica Cordeiro. "O desempenho esperado deve ser superior ao estipulado no contrato", completa.


A analista de Recursos Humanos, Joana Melo, acredita que o empregador deve deixar claro antes da contratação sobre qual o perfil profissional que ele procura. "Durante a entrevista, o candidato deve ficar ciente da visão e valores da empresa. O funcionário tem que ter o perfil certo para a vaga. Às vezes, é a empresa que não atende as expectativas do candidato", explica a analista.

Por Livany Salles

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