Boxe feminino - orgulho nacional

Boxe feminino  orgulho nacional

Reprodução Gazeta Net

As mulheres vêm conquistando cada vez mais espaço em todos os setores da sociedade. No esporte não é diferente, seja no futebol de Marta, no vôlei de Paula Pequeno ou no basquete de Hortência. Quem vem conquistando seu lugar ao sol desta vez são as atletas de boxe.

Roseli Feitosa, 22 anos, conquistou uma vaga nos Jogos Pan-americanos de Guadalajara, que será realizado em outubro desse ano. A brasileira venceu a final contra a canadense Mary Spencer. A disputa foi realizada no Pré-Pan, na Venezuela. "Há até quem diga que o meu estilo de luta se parece com o dela, talvez porque ela é a minha maior inspiração", revela Roseli.

Na competição, Rose, como gosta de ser chamada, conquistou a medalha de ouro na categoria 75 quilos. Como se o ouro não bastasse, a brasileira foi eleita revelação do Pré-Pan, desbancando todos os homens e mulheres da América Latina. Além dela, outra brasileira subiu no lugar mais alto do pódio: Adriana Araújo venceu a categoria 60 quilos e também estará no próximo Pan.

Antes de praticar boxe, Rose se dedicou ao vôlei. "Por motivos financeiros tive que trabalhar, por isso parei de treinar. Quando voltei conheci o Muay Thai. Apesar de não praticar, foi a primeira luta com a qual tive contato". Foi nesse momento que Rose começou a treinar boxe e não parou mais. Já conquistou o Tricampeonato Paulista, bi Brasileiro, bi Jogos Abertos do Interior, bi Torneio das Estrelas, bicampeonato Pan Americano e é campeã do Campeonato Mundial.

Rose afirma não haver muita diferença entre as lutas masculina e feminina. "A mulher é mais técnica, tem mais garra e mais força de vontade do que o homem, eles são muito mais força física", conta a campeã. As mudanças no corpo são inevitáveis. "Os ombros ficam maiores, sou forte, mas não musculosa. Minha barriga é bem tonificada e minha postura mudou", diz a jovem.

Roseli revela não ter muito tempo para atividades cotidianas. "Quando comecei a praticar tive que deixar o curso de Educação Física por falta de tempo. Se você quiser ser uma atleta campeã tem que se sacrificar, por exemplo, tenho que dormir bem todas as noites". Com isso Rose deixa claro que sair à noite com as amigas não faz parte da sua rotina.


Ela ressalta que não conseguiria se dedicar integralmente ao boxe se não fosse o investimento das empresas patrocinadoras. "Gostaria muito de agradecer à Petrobras, sem o patrocínio não haveria minhas medalhas e a vaga nos jogos Pan Americanos. Acho muito importante divulgar essa informação", ressalta.

Por Bianca de Souza (MBPress)

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