Beleza como negócio - dicas para hairstylists

Beleza como negócio  dicas para hairstylists

Wanda Alves, especialista em coloração, em Workshop na Hair Brasil

O mercado da beleza é considerado um do que mais cresce no Brasil. Para se ter um ideia, os brasileiros são o terceiro maior consumidor de produtos de higiene e beleza, atrás dos Estados Unidos e Japão. Entre os itens que lideram este ramo, os produtos para cabelos vêm em primeiro lugar, seguidos pela perfumaria e cosméticos para a pele.

Por trás desse mercado não há somente produtos, mas profissionais sempre em busca de aperfeiçoamento. "Há uma mudança no mercado e no perfil do profissional, que aconteceu naturalmente. A formação universitária na área abriu caminho para muitas pessoas", diz o hairstylist Robson Trindade.

Segundo Trindade, os cabeleireiros devem abandonar o trabalho feito somente feito por intuição, é necessário formação e desenvolvimento pessoal. A exigência por maior qualificação faz com que novas profissões apareçam em salões de beleza e clínicas de estética - uma delas é o terapeuta capilar, que estuda a anatomia e fisiologia dos cabelos, tricoses e doenças do couro cabeludo. "Sua importância vai desde a auto-estima, expressão e moda, até a postura que a pessoa tem diante da vida", explica a terapeuta Patrícia de Oliveira, professora da Universidade Anhembi-Morumbi, que participou do Worshop "O Perfil do Novo Profissional de Beleza", durante a 9ª edição da Hair Brasil (Feira Internacional de Beleza, Cabelos e Estética), que aconteceu entre 27 e 30 de março. Para ela, entender anatomia e fisiologia do cabelo é uma necessidade e também responsabilidade do cabeleireiro, que deve oferecer o melhor ao seu cliente.

Mais do que o aperfeiçoamento profissional é preciso saber aproveitar as oportunidades de atrair novos clientes. Mônica Casado, especialista em noivas, recomenda que muitos cabeleireiros comecem também a investir em penteados, maquiagens e outros serviços especificamente para casamentos. "Cada noiva que entra no seu salão traz até 10 mulheres para fazer unha e penteado. É um fluxo muito grande para o salão aos finais de semana", aponta.

Já Wanda Alves lembrou que o alisamento deixa os profissionais muito limitados. "O cabelo que sofreu alisamento não permite você fazer grandes mudanças". A profissional lembra que isso não mantém a fidelidade do cliente, que não pode pintar os cabelos, ou mesmo usar outros métodos por um bom tempo. E para quem trabalha com o alisamento, Guilherme Alexandre Gonçalves, gerente de pesquisa e desenvolvimento da Itallian Hairtech, alerta sobre os riscos do uso do formol.


"É extremamente proibido para esse tipo de procedimento, porque pode causar danos graves a saúde, como o câncer e quando usado em excesso tende a destruir o cabelo. Uma das opções é usar o alisamento comum (com Hidróxidos, Tioglicolatos e Bases Alcalinas Leves). Apesar de durar menos tempo, não prejudica o cabelo, sem contar que com isso o cliente volta mas vezes ao salão", finaliza.

Por Juliana Lopes

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