As papisas do mundo da moda

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O mundo da moda no Brasil tem alguns nomes que, vivos, já se eternizaram. São mulheres que entendem de moda e, mais do que isso, levantam e derrubam conceitos, tendências, grifes e estilistas. O que elas fazem, falam e escrevem vira lei no mundo paralelo que é o universo fashion.

Entre elas está Erika Palomino. Loira certa na fila A de todos os desfiles do circuito de moda nacional, ela ainda cuida de muita coisa. Esse ano, é editora de moda do portal FFW, onde coloca as análises do que viu na Fashion Rio e o que vai ver, ainda na São Paulo Fashion Week. Ela já edita o SPFW Journal há quatro anos - ou oito edições - e tem uma redação só pra ela, no pavilhão da Bienal.

Erika trabalhou 17 anos na Folha de São Paulo - onde assinava a coluna "Noite Ilustrada". No mesmo jornal, criou o projeto Atitude, o caderno Moda e a revista Moda, que editou por quatro anos. Foi repórter, redatora, editora-assistente, editora-adjunta. Há oito anos está na Internet, com o site que leva seu nome. Em 2006, lançou a revista Key, que abrange os mesmos temas do site, só que mais profundamente. A publicação faz parte do conglomerado "House of Palomino" que é o galpão hospedeiro da redação do site EP e também o QG de Key.

Ela escreve há 20 anos sobre moda e diz, de boca cheia, que já provou tudo o que precisava para quem quer que fosse (ela mesma a primeira da lista). Escreveu dois livros e hoje atua também como consultora de tendências. Além disso tudo, também está no ar como jurada do programa Brazil's Next Top Model, da TV Sony, versão brasileira do programa America’s Next Top Model. Em temporada de desfile, faz cobertura completa em Paris, Milão, Londres e Nova York, com fotos e críticas sobre o que se vê nas passarelas.

Outra, que tem a cara mais conhecida - e quase global - é Glória Kalil. Sempre - sempre mesmo - de óculos escuros na fila A de todos os desfiles, é uma mulher clássica, pequena, magrinha. Mas gigante quando o assunto é moda.

Foi diretora de confecções como Fiorucci - que trouxe para o Brasil - e criou a JGK (Jorge Gloria Kalil) em 1993. A marca própria durou três anos. Hoje, faz consultoria de estilo e negócios, sempre ligada no campo da moda e do comportamento. Jornalista, começou a carreira na Abril, na década de 70, e só depois voltou os olhos para a indústria fashion.

Faz palestra, plano de marketing para lojas de varejo e ainda assessora indústrias e organizações. Coordena o site Chic desde 2000, batizado depois dos livros, best sellers assinados por Glorinha, como gosta de ser chamada. Hoje faz parte do corpo docente do MBA Gestão de Luxo da FAAP.

Na Globo quase sempre aparece em programas como "Mais Você" em "Fantástico", por trás de quadros interativos, sempre dando dicas. Das papisas da moda é, certamente, a mais globalizada. É formada em sociologia política e, tudo que sabe, aprendeu fazendo!

Costanza Maria Teresa Ida Clotilde Pallavicini Pascolato - sim , ela tem esse nome comprido - é italiana, mas é no Brasil que faz a moda balançar. Veio para cá aos cinco anos com os pais que, em 1948, fundaram a Tecelagem Santa Constancia. A direção da empresa foi assumida por ela, quando o pai morreu. Hoje é uma das maiores empresas brasileiras do ramo têxtil.

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Costanza já foi consultora de moda da revista "Claudia", assinou uma coluna de moda no jornal "Folha de São Paulo" e fez parte da equipe da revista "Vogue", além de assinar o design de uma coleção de joias da "H. Stern". Escreveu três livros e hoje é sensação onde quer que passe. Também está sempre nos desfiles, com a elegância que só alguém com nome de rainha pode ter.

Lilian Pacce completa o time de papisas da moda. Presença alta e chic em todos os eventos do assunto, ela também é jornalista e crítica de moda. Escreve sobre o assunto no jornal "O Estado de São Paulo" desde 1996 e apresenta o "GNT Fashion", no canal a cabo GNT. Também mantém um site com seu nome sobre moda, claro.

Lilian estudou no London College of Fashion e na Saint Martin’s School of Fashion, também em Londres. Nessa escola estudaram também nomes como Marcelo Sommer e John Galliano, por exemplo.

Há mais de 20 anos, Lilian começou a cobrir os desfiles do eixo Paris-Milão-Londres-Nova York para a "Folha". No mesmo jornal, editou a página semanal de moda do caderno Ilustrada e a Revista da Folha, até 1992, quando se mudou para Londres. Editou o caderno de moda do "Jornal da Tarde" e trabalhou como diretora do Boletim da Moda e consultora do programa Moda Esporte Clube da MTV. Já colaborou para revistas como "Vogue", "Elle" e "Daslu". Hoje, assim como Glória Kalil, dá aula no MBA Gestão de Luxo da FAAP.


Com a SPFW quase na última curva, é bom saber. Muitas vezes, um desfile só começa quando todas estão devidamente sentadas. Na fila A, claro.

Por Sabrina Passos (MBPress)

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