Amuletos no trabalho dão sorte?

Amuletos no trabalho dão sorte

Foto: Thurid Ems/Westend61/Corbis

Muitas pessoas não abrem mão do uso de amuletos. Seja para se proteger dos olhares de invejosos, seja para proporcionar sorte no dia a dia, esses objetos estão na bolsa, no carro, em casa e, inclusive, no ambiente profissional.

Aliás, é muito comum vermos celebridades utilizando, tanto nacionais, como a apresentadora Sabrina Sato, que apela para a ferradura ou o Cristo Redentor, e internacionais, como a rainha do pop Madonna, que não desgruda dos pingentes em formato de crucifixos. Mas será que eles realmente funcionam?

Segundo a esotérica, reikiana e numeróloga Ivanih Bianco, esses objetos funcionam desde que a pessoa acredite e use o poder da mente com fé para atrair uma força positiva a favor ao amuleto. "Eles servem para atrair energias positivas e quebrar as negativas", explica.

E sabe aquela história de que o umbigo é um canalizador de energia e que, quando o ambiente de trabalho está negativo, deve ser tampado com uma fita ou esparadrapo? É verdade! Ivanih afirma que vários pontos abertos do nosso corpo são canais de energia e estão aptos a captar forças negativas. "O umbigo, por exemplo, deve-se manter fechado a cada uma semana, por 12 horas. Passado o período, abra, porque é uma entrada de energia que não pode ficar fechada por muito tempo", diz ela.

A jornalista Sonia De Pieri, 50 anos, é adepta dos amuletinhos e espalhou por diversos locais da empresa. "As imagens sagradas de Nosso Senhor Jesus Cristo e de Nossa Senhora Aparecida estão juntas ou ao lado do sal grosso. As bíblias estão conectadas com olho grego, água benta e velas. Além disso, acender incenso é sagrado, assim como ir até as plantas e nos encantar com as que nos protegem", conta.

A crença de Sonia nos amuletos iniciou ao ingressar em uma emissora de rádio. Logo no primeiro dia de trabalho deparou-se com seis mulheres, cinco delas deitadas no chão, descalças e ao fundo uma pirâmide com diversas velas acesas. Uma estava em pé segurando um pêndulo e entoando um mantra. "Com o passar dos dias percebi que eu era uma estranha no ninho, pois todas da redação eram esotéricas. Então, tive de me adaptar, pois se elas viam duendes e gnomos, eu ao menos tinha de saber quem eles eram", relatou.

Ela, que atualmente é diretora executiva da De Pieri Comunicação, diz que em sua empresa adequou os amuletos fazendo um contraste com a decoração. "Costumo dizer para meus colaboradores que esses amuletos são apenas um apoio. A fé, a honestidade, a idoneidade e o bem querer ao próximo são o que movimentam a energia", descreve.

Luciana Anita Teixeira, 39 anos, bacharel em Direito e Pedagoga, também apela para os benefícios dos amuletos. Em sua mesa, não pode faltar o pentagrama, a árvore da fortuna, na qual ela coloca uma nota de real embaixo, incensos de canelas e estrelas de cinco pontas. "Também uso um enfeite de pimenta para afastar a inveja e uma foto em frente com o símbolo de oito deitado", relata.

Os que ela possui são principalmente para atrair clientes e dinheiro. "Desde que passei a utilizá-los não falta clientela e muito menos dinheiro. Acontece sempre de forma positiva e, até então, não me vejo sem os meus amuletos", brinca Teixeira. "Além disso, tenho dois chaveiros com vários enfeites que dão sorte como figa, estrela, anjo, olho grego e o pentagrama que leva para todos os locais", completa.

Sua fé nos amuletos iniciou quantia tinha 19 anos, épocas em que passou a se envolver na área esotérica. Luciana, que também é taróloga, afirma que não fica sem os objetos. "Também costumo realizar limpeza espiritual no ambiente onde trabalho algumas vezes na semana e aplicar incensos para purificar energias estagnadas", informa.

Outra que não desgruda dos objetos de sorte é a esteticista Anna Veronica Zicarelli. "Tenho dois que não saem na minha bolsa. O primeiro é um pequeno corcunda em madrepérola que ganhei de minha bisavó. Ela herdou do meu bisavô quando faleceu na 2ª Guerra Mundial. Minha família é italiana e acredita-se que é um símbolo de boa sorte", afirma.

Além desse, ela tem um travesseirinho com um paninho dentro, onde encostou a língua de Santo Antonio. "Esse também era do meu avô e ele ganhou quando foi prisioneiro por sete anos, depois de voltar da 1ª Guerra Mundial. Quem deu para ele foi a irmã, que morava em Roma", descreveu Zicarelli.

Veja o que significa cada amuleto, de acordo com a esotérica Ivanih Bianco:

Figa: é a maneira de você fazer uma cruz pelos dedos, sem ninguém ver. A figa afasta energias negativas, coisas ruins em geral.

Pé de coelho: o coelho é muito conhecido como o animal fértil. Então o pé de coelho simboliza a fertilidade na vida, em qualquer setor, por isso é usado como amuleto, pois atrai coisas positivas.

Olho grego: afasta inveja, mau-olhado e qualquer energia negativa. Pode ser em qualquer tamanho, desde que seja na cor azul.

Patuá: nada mais são do que orações de santos - orixás ou anjos - transformados em medalhas e costuradas umas nas outras, que servem como proteção. Escolha seus santos de devoção e construa seu patuá. Por exemplo, Santo Expedido é o das causas impossíveis. Na Bahia, fazem-se os patuás com as cores dos orixás, como Iansã: cor vermelha e marrom, Iemanjá: azul, entre outros.

Cruz de malta: é como o símbolo da ordem dos cavaleiros, a cruz com a cor violeta é símbolo de Saint Germain, que transmuta todas as energias negativas do universo. Por isso, é um amuleto muito poderoso.

Pimenta vermelha: pouco conhecida como amuleto, ela afasta inveja e mau-olhado. Já que quando você ingere uma pimenta ela arde, o significado dela atua com quem te inveja.

Ferradura: afasta os espíritos e energias negativas. Ela carrega sorte e positividade.

Mão de Fátima (Hamsá): proteção contra o mau-olhado e fortuna.

Por Stefane Braga (MBPress)

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