Química no cabelo? Cuidado!

Química no cabelo Cuidado

Roberta foi até sua cabeleireira de confiança para repetir um procedimento que faz todo mês: retocar a raiz e passar tonalizante nas pontas dos fios. Só que desta vez, a profissional usou um produto novo, diferente, nunca antes usado nos fios de Roberta. Resultado: o cabelo, que deveria ter ficado castanho claro, ficou todo cor-de-rosa.

Depois de consertar o estrago, que resultou num cabelo enfraquecido, com aspecto plástico, a cabeleireira tratou de descobrir a causa do quase-desastre. O novo produto continha elementos químicos fortíssimos - e ela havia sido enganada pelo representante. Se tivesse feito o teste simples da mecha, nada disso teria acontecido.

O dermatologista Ademir Jr., especialista em medicina capilar, explica que esse teste pode prevenir riscos como esse, já que verifica se o fio aguenta o produto. “Ele deve ser feito sempre antes de qualquer procedimento químico ou quando o profissional considerar que aquele cabelo pode não ter condições de suportar a nova química”, sugere.

Procedimentos errados, com produtos químicos fortes ou prejudiciais, podem causar danos capilares e ao couro cabeludo nos mais diversos graus. “Esses problemas acontecem por várias razões, como uso inadequado das químicas, sensibilidade aos ingredientes da fórmula, efeitos colaterais do uso de seus ingredientes e associação de mais de uma química no mesmo cabelo”, explica o médico. Segundo ele, procedimentos feitos de maneira errada podem gerar queda e quebra de fio, irritações do couro cabeludo e até mesmo pequenas feridas e queimaduras.

A hair stylist Lílian Souza, de São Paulo, completa dizendo que alguns procedimentos causam ainda alergias de pele e nasal, atrofiamento e enfraquecimento de folículos, queda com risco de falhas permanentes e ressecamento da haste capilar.

O ideal para evitar esse tipo de problema é se prevenir. Vale lembrar que o teste da mecha ajuda a averiguar sobre os riscos aos fios de cabelo, mas não ajuda na verificação da sensibilidade da pele do couro cabeludo. Se o dano ocorrer nos fios, o ideal são técnicas de reparação intensas, uso de hidratantes e terapias de recuperação capilar. Se o dano for ao couro cabeludo, o ideal é usar loções que reduzam a inflamação e agentes cicatrizantes se houver queimaduras ou feridas.

As dicas dos dois é buscar sempre um profissional de confiança. “Além de considerar a textura dos cabelos, o volume e o comprimento, ele deve fazer o teste da mecha. Às vezes, o que fica bom em um tipo de cabelo, não funciona em outro”, alerta Lílian.


Ademir diz ainda que é preciso verificar se há registro do produto utilizado na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Além disso, o médico sugere bom senso em aceitar que os cabelos podem não estar suficientemente preparados ou fortes para aceitar o procedimento que o profissional propõe ou que a própria cliente queira fazer.

Por Sabrina Passos (MBPress)

Comente