Quer mudar a cor dos cabelos? Dicas de experts direto da Hair Brasil

Dicas para mudar a cor dos cabelos

Até amanhã acontece mais uma edição do Hair Brasil Professional, no Expo Center Norte, em São Paulo. O evento reúne grandes fornecedores e profissionais do ramo ávidos por palestras e workshops que revelem as tendências dos setores de cabelos e de estética.

Rafael De La Lastra, expert em colorimetria, explicou para profissionais da área as novas técnicas de colorimetria. E claro que aproveitamos para conversar com o cabeleireiro sobre o assunto.

Rafael conta que a maior procura das mulheres ainda é pelos tons loiros, mesmo em lugares inusitados como o norte e nordeste do Brasil, e aproveita para comemorar a nova fase do setor. Segundo ele, as marcas de colorações profissionais, talvez pela alta concorrência, estão cada vez mais investindo em pesquisa e em tecnologia, para melhorar a qualidade, diminuir os danos e inclusive baratear os produtos.

"Alguns exemplos são colorações sem amônia ou com tecnologia de micropigmentos ou nanotecnologia que, por necessitarem de uma abertura menor das cutículas do cabelo, danificam menos e em alguns casos até melhoram a qualidade dos fios", conta. "Essa preocupação com qualidade e preço faz com que mais pessoas passem a visitar um profissional qualificado em vez de colorir os cabelos em casa", completa.

Ao falar sobre descolorantes, Rafael afirma que estes produtos, por terem ação clareadora baseada na oxidação dos pigmentos, podem sim danificar um pouco os fios. "Quando clareamos um cabelo colorido artificialmente, esse dano pode ser ainda maior, porque os pigmentos artificiais das colorações permanentes são, por definição, mais resistentes. Mas o uso de um produto de qualidade, feito por um profissional também qualificado, vai reduzir muito esse risco", garante.

Atenção às misturas de cores!

Dicas para mudar a cor dos cabelos

O especialista aproveita para alertar que as misturas feitas para atingir o tom desejado pela cliente só vai danificar os fios se forem usadas marcas diferentes. "Quando as combinações são feitas com as colorações permanentes de uma mesma marca - um loiro dourado com um pouco de cobre e um pouco de vermelho e uma pitadinha de acaju - não faz diferença nenhuma com relação à qualidade do cabelo. Simplesmente estamos personalizando a cor da cliente", explica.

Rafael conta que a intensidade dos danos causados pelas tinturas vai depender muito da qualidade dos fios. Isso porque um cabelo virgem normalmente é mais resistente às reações das químicas. Ele diz também que, diferente do que se pensa, quando o cabelo fica branco, não necessariamente fica mais fraco ou mais suscetível às mazelas da química. "Às vezes eles ficam mais grossos e difíceis de se colorir, menos maleáveis e mais ‘rebeldes’".

Um dos erros mais comuns apontador por De La Lastra, quando o assunto é coloração dos fios, se dá quando a pessoa retoca a raiz e "puxa" a química para as pontas todas as vezes. Isso é desnecessário e potencialmente perigoso para a saúde dos fios. "A tintura também pode danificar os fios quando a deixamos no cabelo por mais tempo que o necessário ou quando misturamos químicas com outro produto diferente daqueles especificados pelo fabricante", enumera.

Quanto aos retoques, o especialista diz que o ideal é pintar a cada quatro semanas, mas isso pode mudar dependendo da capacidade da mulher de lidar com a raiz crescida. "Tenho clientes que não aguentam mais do que três semanas, por causa dos cabelos brancos. Mas é importante lembrar que, se não houver sobreposição, não tem problema", afirma.


Baseado no tempo de experiência e nas suas andanças pelo Brasil, Rafael alerta que as brasileiras, que prezam tanto suas madeixas, não deveriam pensar só em economizar na hora de fazer qualquer tipo de química. Um bom profissional e produtos de qualidade são mais importantes do que economia.

"Conheço mulheres que preferem perder um dedo a ter que cortar o cabelo curto ou ficar careca por uma química mal feita. Hoje no Brasil temos profissionais qualificados internacionalmente. Além disso, a conscientização deve vir das clientes. Elas precisam exigir certificados de formação e aperfeiçoamentos de seus cabeleireiros".

Por Juliana Falcão (MBPress)

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