O charme das ruivas

O charme das ruivas

Uma frase diz que os homens se divertem com as loiras, casam com as morenas, mas preferem a ruivas. Será verdade?

A estudante Paula Feregin Martin é naturalmente ruiva. Com pele bem branquinha e muitas sardas no rosto, ela conta que quando era pequena não gostava de ter os cabelos avermelhados.

“Minha mãe tem o cabelo bem preto e eu achava um absurdo eu ser ruiva, por ela ser assim e meu pai ser loiro. Me sentia diferente, não gostava”, conta. Mas tudo mudou quando seu irmão mais novo nasceu. “Ele também é ruivo, daí eu me senti mais normal”, explica a estudante. Quando dizia que não gostava da cor de suas madeixas, os adultos tentavam consolá-la. “‘Nossa, que diferente’, ‘que bonita’, eu ficava cansada dessas coisas”, brinca Paula.

Ruivas

A cor dos fios não era motivo de piadas entre as crianças, mas as sardas na pele eram razão de muitas brincadeiras. “Geralmente brincavam porque eu sempre fui muito branca com sardinhas, meio fantasma. E agora que eu sou adulta, muitas crianças olham para minhas sardas e perguntam se é doença”, se diverte.

Apesar da tonalidade diferente, Paula acredita que seus cabelos ruivos não chamam mais a atenção do sexo masculino. “Às vezes, até inibe, porque é diferente. Mas acho que não faz muita diferença não”, conta. “Meu namorado costuma brincar que está comigo porque sou ruiva”, completa.

Ruiva de farmácia, Laura Serafim de Queiroz tem madeixas originalmente castanhas, mas afirma que atraiu mais olhares depois de tingi-las. “Depois que fiquei ruiva, muitos me olharam mais. Inclusive meu namorado odeia a possibilidade de um dia eu voltar à cor original. Ele disse que o que mais chamou atenção quando eu o conheci foi a cor dos meus cabelos mesmo”, explica.

Laura decidiu ficar ruiva aos 18 anos, quando conseguiu o apoio da mãe. Ela sempre achou a cor bonita e queria mudar o tom de seus cabelos desde os 15 anos. A primeira tentativa foi feita com um kit de coloração que não pegou muito bem em suas madeixas. “Ficou parecendo luzes mesmo, porque pegou em pouquíssimos lugares”, conta. Depois de dois meses, a estudante testou um novo kit da cor vinho, mas a mudança de cor só podia ser notada no sol. Um tempo mais tarde, comprou uma nova coloração, da cor cereja, e a desta vez conseguiu o tom que queria. “Não pretendo voltar à minha cor natural”, conta a nova ruiva.

Para quem quer se transformar, como a Laura, vale a dica da cabeleireira Rubia Schechtel. Os tons em vermelho combinam mais com as peles branquinhas, pois possibilitam mais destaque. “As mais morenas, mulatas e negras ficam com o visual meio apagado com o cabelo vermelho. A não ser que sejam mechas”, explica a profissional.

Fonte - MBPress

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