Alisar os cabelos sem formol

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Quando a escova progressiva chegou ao Brasil, em meados de 2006, o sucesso foi imediato. Mulheres de cabelos crespos, ondulados e cacheados viram na fórmula a possibilidade de realizar o sonho dos cabelos lisos. O procedimento ganhou várias outras versões, como escova marroquina, japonesa, de açúcar, chocolate etc. E não demorou muito até que surgissem os primeiros efeitos colaterais desta maravilha química.

O grande vilão desta química é o formol - formaldeído ou metanal como também é conhecido -, ele é o agente responsável por alisar os fios. Porém, esta substância, se aplicada em excesso ou de maneira equivocada, pode provocar queimaduras, alergias, irritação nas vias respiratórias e até câncer. Por conta destas descobertas, em 2009, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) proibiu o uso de formol em cosméticos em uma porcentagem acima de 0,02%.

Quem não abre mão de ter cabelos lisos pode encontrar opções alternativas, mas é importante ressaltar que os resultados serão diferentes e inferiores ao obtido com químicas à base de formol. "Não acredito que haja algo que seja realmente melhor que o formol", opina Ricardo Klen, hairstylist da Ophicina do Cabelo.

Aquelas que querem se livrar das ondas e do volume excessivo podem procurar profissionais que façam uso de hidróxido de sódio, hidróxido de cálcio, tioglicolato de amônia ou hidróxido de guanidina. Estas são químicas que alisam definitivamente ou relaxam os cachos. Ricardo Klen alerta que estes são procedimentos que alteram a estrutura dos fios e que limitam o cabelo de receber coloração, além de serem incompatíveis entre elas.

O hairstylist aponta as principais diferenças entre os dois procedimentos. "Aescova progressiva vai proporcionar um liso temporário caso seja feita esporadicamente, e como sempre possuem fórmulas hidratantes acopladas (como óleo de amêndoa, extrato de argila), enquanto os hidróxidos e tioglicolatos não o fazem por se constituírem apenas de alisante". Ao contrário do relaxamento, a escova progressiva permite a livre realização de descoloramento.


O profissional ratifica que, hoje em dia, não há nenhuma substância que seja melhor alisante do que o formol e alerta também que os produtos que estão sendo criados como substitutos não oferecem garantias em relação à segurança da cliente. Ricardo Klen parece ser contra a marginalização total do produto controlado.

"A maioria das escovas que possuem formol tem de fato doses realmente baixas e que nem ardem os olhos ou oferecem qualquer outro problema. É claro que para isso, o profissional deve utilizar a quantidade máxima permitida, 0,02%", afirma.

Bianca de Souza (MBPress)

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