Xaropes não tem eficácia comprovada

Moderação no uso de xaropes para a tosse

Vários tipos de medicamentos são produzidos em forma de xarope. Xarope de própolis, de melagrião, e xaropes expectorantes que prometem alívio rápido, os quais não têm comprovação científica de sua eficácia. É o que afirma a pneumologista Elizabeth Oliveira Rosa Silva, membro da diretoria da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT).

Além disso, tais medicamentos devem ser evitados em diabéticos por possuírem alto teor de açúcar. "O expectorante facilita a excreção de muco ou catarro das vias aéreas. Pode ser broncodilatador e/ou fluidificante da secreção. Tais fluidificantes podem facilitar a excreção do muco quando o mesmo se torna espesso, difícil de ser eliminado", explica.

"Já os xaropes que são vendidos na forma de broncodilatadores, relaxam a contração dos músculos que circundam a parede do brônquio, dificultando a respiração. Nós, pneumologistas, preferimos usar broncodilatador sob a forma inalatória, usando a extensa área de absorção do pulmão, aumentando a ação do medicamento e reduzindo os efeitos indesejáveis, tais como sensação de tremor no corpo", afirma.

Quanto ao melhor tratamento da tosse, a pneumologista explica que vai depender da causa. Se a causa é sinusite, deve-se tratar a sinusite, não a tosse. Se for asma, broncodilatador e antiinflamatórios são as melhores escolhas e de preferência por via inalatória.

Se a causa é refluxo do estômago para o esôfago deve-se tratar o refluxo. Se for pneumonia deve ser tratado com antibiótico. Se a causa da tosse é tuberculose, o tratamento estende-se por seis meses e são necessárias quatro tipo de diferentes drogas.


Se a causa for devido a um tumor, o tratamento específico deverá ser feito. Por isso sempre é necessário fazer uma avaliação médica antes de utilizar qualquer tipo de xarope.

Por Jessica Moraes

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