Vacina contra gripe suína

Vacina contra gripe suína

Com o aumento do número de casos confirmados e suspeitos da gripe suína, ou influenza A (H1N1), em países como México, Estados Unidos, Canadá, Espanha, Reino Unido, Alemanha, Nova Zelândia, Israel, França, Itália, El Salvador, Áustria, China (Hong-Kong), Costa Rica, Dinamarca, Holanda, Irlanda, Suíça, Colômbia e Coréia do Sul, conforme a Organização Mundial de Saúde, já se espera a fabricação de uma vacina para combater a doença.

O Instituto Butantan, em São Paulo, já foi consultado pela sobre a possibilidade da fabricação da vacina, pois é o único na América Latina capaz de fazer isso. O próprio órgão confirma que existe tecnologia. Neste caso seria paralisada a pesquisa para a produção da gripe aviária, para que então eles se dedicassem à pesquisa da gripe suína. O tempo médio seria de seis meses.

Segundo informações do instituto, a OMS possui uma rede com postos sentinelas em todo o mundo capaz de identificar os diferentes vírus da gripe circulantes ao redor do planeta para a produção da vacina contra a gripe sazonal, que anualmente traz a cepa (matéria-prima da vacina) dos três vírus mais prevalentes em cada hemisfério.

Só quatro países são credenciados pela Organização Mundial de Saúde, para pesquisar as amostras dos vírus coletados em todo mundo e cada um deles é reponsável pelo seu respectivo continente: EUA (América), Inglaterra (Europa), Japão (Ásia) e Austrália (Oceania). Esses centros são responsáveis pela primeira etapa do processo de produção de qualquer produto imunobiológico, realizando a monitoração e identificação do seqüenciamento do vírus para produção de uma cepa. Concuída esta primeira etapa, a organização distribui esta cepa e o resultado dessas pesquisas para os laboratórios, como já recebeu o Instituto Butantan.

Segundo o instituto, após a produção da vacina, ela só é distribuída com uma autorização da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, do Ministério da Saúde e da Vigilância Sanitária. A função dela seria evitar a propagação deste tipo de gripe, por isso não seria necessário um grande número de doses, aplicadas somente em pessoas que tiveram contato com infectados pelo vírus.

De acordo com o comunicado do Ministério da Saúde, são considerados casos em monitoramento apenas as pessoas que veem de países afetados, com febre não medida e tosse, acompanhados ou não de outros sintomas, ou ainda viajantes procedentes de voos internacionais, nos últimos 10 dias, de países não afetados e apresentando os sintomas de acordo com definição de caso suspeito.

Já pessoas com febre alta de maneira repentina, com tosse acompanhadas dos sintomas (dor de cabeça, dores musculares e nas articulações, dificuldade respiratória) apresentados até 10 dias após sair de países que reportaram casos pela Influenza A (H1N1) são consideradas suspeitas.

O mesmo vale para pessoas que tenham contato próximo (pessoa que cuida, convive ou teve contato direito com secreções respiratórias ou fluidos corporais de um caso suspeito), nos últimos 10 dias, com uma pessoa classificada como caso suspeito de infecção humana pelo novo subtipo de Influenza

A (H1N1).

O Ministério da Saúde recomenda que as pessoas com sintomas descritos acima e que passaram pelos países afetados pela gripe influenza A procurarem o serviço público imediatamente. E em nenhuma hipótese tomar remédios por conta própria.

Por Juliana Lopes

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