Vacina contra a gripe H3N2: sintomas, vacinação e preço da particular

Veja os grupos prioritários e veja como diferenciar resfriado e gripe
H3N2 vacina gripe

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Entre janeiro e 7 de abril, a Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde registrou 286 casos de gripe e 26 mortes pela doença no Brasil. Desse total, 12 foram causadas pelo H3N2, que é a mutação do vírus que deve predominar no inverno brasileiro em 2018 e que, no Hemisfério Norte, infectou mais de 47 mil pessoas entre dezembro de 2017 e janeiro deste ano.

A imunização é a principal forma de prevenir o problema e seus sintomas – que podem ser fatais – e minimizar o risco de uma epidemia. Na Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein, a campanha de vacinação já começou com a disponibilidade de 23 mil doses. A partir dos seis meses de idade, a vacinação já é recomendada.


“O ideal é que a vacinação aconteça em abril e maio, antes de o vírus começar a circular para valer no Brasil, o que deve ocorrer na proximidade do inverno, em maio”, explica o médico Alfredo Elias Gilio, coordenador técnico da Clínica de Imunização. A proteção contra os micro-organisnos no corpo humano se dá depois de 10 dias. Chamada de quadrivalente, o imunizante oferecido pelo Einstein por R$ 160,00 protege contra quatro vírus predominantes neste inverno – AH1N1, AH3N2, B Yamagata e B Victoria. Já as vacinas que serão disponibilizadas pelo Ministério da Saúde gratuitamente às  pessoas pertencentes aos grupos de risco – crianças, idosos e grávidas, por exemplo – são trivalentes. Ou seja, protegem contra três subtipos de vírus Influenza tipo A: H1N1, H3N2 uma para Influenza tipo B.

H3N2 vacina gripe

Foto: Vila Mulher

H3N2 vacina gripe

Foto: Vila Mulher

A vacina contra a gripe é segura e recomendada para todas as faixas etárias, com exceção de pessoas alérgicas à proteína do ovo. Porém, há grupos prioritários na campanha, como crianças entre 6 meses e 5 anos, pessoas com mais de 60 anos e gestantes, por serem mais vulneráveis aos efeitos do problema e sofrerem mais com os sintomas e agravamento além dos sintomas gerais como dor no corpo, febre e coriza. “A evolução do quadro de gripe pode resultar em complicações como pneumonia, sinusite, piora das doenças crônicas como insuficiência cardíaca, asma ou diabetes. Pode levar à internação e até a morte”, afirma o médico do Einstein.

A vacina

A definição dos vírus que compõe a vacina a cada ano é feita pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) com base em recomendação da OMS (Organizaçao Mundial de Saúde). “Existem laboratórios de vigilância em vários países do mundo. Eles enviam para a central da OMS os boletins dos vírus circulantes em suas localidades. Essas informações são a base para a definição dos vírus mais predominantes em determinado ano e que vão fazer parte da composição da vacina”, explica Gilio.

Durante o inverno no Hemisfério Norte, que antecede o nosso, o vírus predominante foi o H3N2. A situação deve se repetir por aqui e em outros países localizados no Hemisfério Sul. O surto da gripe nos Estados Unidos, por exemplo, deveu-se à baixa eficácia da imunização – de 25% contra o H3N2, de acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), órgão do governo americano. “A vacina foi revista pela OMS e a imunização no Brasil será feita com uma cepa atualizada do vírus AH3N2”, explica Gilio.

H3N2 vacina gripe

Fonte: Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde

H3N2 vacina gripe

Fonte: Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde

Ele esclarece que a composição do imunizante é feita com vírus inativado e fracionado. “No português claro, ele está morto e esquartejado. Isso quer dizer que a vacina não causa a gripe. O que acontece é que muitas pessoas confundem gripe com o resfriado”, esclarece.

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