Tratamentos para o ronco e apnéia

apneia

O ronco incomoda bastante a vida de muitos casais. É capaz de abalar casamentos ou a vida em família. A professora de matemática Elisa Marcondes é casada há 29 anos com Rubens Marcondes e fica preocupada todas as noites porque o marido sofre de apnéia - uma obstrução parcial ou total das vias aéreas que traz paradas respiratórias durante o sono e causa o barulho.

Até certo ponto é normal fazermos algum barulho enquanto dormimos. No entanto, quando existe algum tipo de obstrução no fundo da garganta, o ar produz uma forte vibração no palato (céu da boca) e na faringe, provocando o som. Às vezes, esse ruído é tão forte e desagradável que pode chegar a 70 ou 80 decibéis, ou seja, um barulho correspondente ao escapamento aberto de uma motocicleta, explica a neurologista Evelinyn Esteves.

Segundo a especialista, as causas do ronco podem ser variadas. No ronco posicional, como o próprio nome sugere, o ruído é ocasionado pela posição da pessoa ao dormir, geralmente de barriga para cima. No caso de Marcondes, a posição não faz com que ele pare de roncar. “Várias vezes minha mulher pediu para eu deitar de lado para ver se o som melhorava. Mas nada ocorria. Eu não me sinto bem roncando, mas não sei quem procurar e de que forma agir”, conta o aposentado.

Diversas dessas patologias provocam a obstrução crônica do nariz e a pessoa respira pela boca, o que não é normal. Afinal, a natureza projetou o homem para respirar pelo nariz. Mesmo obstruções menores podem obrigar o indivíduo a desenvolver a respiração bucal, o que sempre representa uma solução ruim, embora necessária nesses momentos, diz Evelinyn.

O ronco pode prejudicar a saúde. “No patológico existe a possibilidade de ocorrerem pequenas interrupções na respiração, ocasionadas pelo fechamento parcial das vias aéreas superiores”. As conseqüências são quadros mais graves de sobrecarga cardiocirculatória, sonolência durante o dia, baixo rendimento intelectual e no trabalho, cansaço e irritabilidade persistente.

Tratamento

O indivíduo que ronca deve procurar orientação com profissionais como o pneumologista, o otorrinolaringologista, o neurologista, o psiquiatra ou o pediatra (que também sejam especializados em sono, se possível credenciados pela Sociedade Brasileira de Sono).

Se o problema for a respiração bucal, o otorrino pode propor medicação anti-alérgica ou cirurgia para retirada de adenóides e amígdalas, por exemplo, além de indicar sessões de fonoaudiologia para corrigir vícios de respiração.

Ronco ou apnéia?

A apnéia é um estágio avançado do ronco, quando há uma parada respiratória provocada pelo fechamento da faringe. A pessoa que sofre desse distúrbio pode acordar, geralmente assustada, ou não. No adulto, considera-se apnéia após 10 segundos de respiração interrompida. Como a criança tem uma reserva menor, às vezes, depois de dois ou três segundos, o sangue já está pobre em oxigênio. Só que fomos feitos para oxigenar o sangue ente 90 e 100 de saturação, explica Evelinyn.

Quanto ao tratamento da apnéia, o mais recomendado atualmente é o uso de uma máscara de silicone parecida à de inalação, chamada de CPAP (sigla, em inglês, para Continuous Positive Airway Pressure). Ela é acomodada nas narinas e, por meio de uma ventoinha blindada, joga ar comprimido pelo nariz e dilata a garganta, que abre para a passagem do ar.

Fonte MBPress

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