Tratamento do melanoma metastático

Melanoma metastático

Pacientes com melanoma metastático (câncer agressivo de pele) podem se beneficiar com tratamento por meio de Interleucina-2, segundo Antonio Carlos Buzaid, chefe geral do Centro Avançado de Oncologia do Hospital São José, em São Paulo.

"A taxa de benefício global é de cerca de 15% e existe uma parcela de pacientes que pode ser curada com a Interleucina-2 em altas doses. Embora seja um número pequeno, da ordem de 5%, há poucas opções de tratamento e por isso essa estratégia merece ser bem conhecida", comenta.

Os resultados do medicamento, comercializado no Brasil como Proleukin pela Zodiac Produtos Farmacêuticos, são animadores, principalmente, quando os pacientes têm metástases predominantemente cutâneas. Nestes casos, as taxas de resposta chegam a 50%, segundo constatou o especialista.

O tratamento do melanoma metastático com altas doses da droga requer supervisão médica altamente especializada. A administração do medicamento deve ser realizada em ambiente hospitalar, preferencialmente em uma UTI para controle dos parâmetros clínicos e laboratoriais do paciente. Embora coberto pelos planos de saúde, ainda não foi incorporado pelo SUS.

No Brasil, são estimados seis mil casos por ano, mas segundo Buzaid, esse número certamente é subestimado. As causas estão relacionadas à ausência da camada de ozônio em regiões em que os raios ultravioletas atingem diretamente a pele das pessoas.


Entre os beneficiados pelo tratamento, o caso mais expressivo é o de uma carioca que há quatro anos foi diagnosticada com melanoma metastático envolvendo extensamente o fígado, pele, pulmão e linfonodos. Depois de receber altas doses de Interleucina-2 ela teve resposta completa e permanece sem evidência da doença até hoje.

Por Jessica Moraes

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